O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participou da abertura do 8º Congresso Brasileiro de Cinema e Audiovisual (CBC), no domingo, 12 de setembro, no Hotel Plaza São, em Porto Alegre (RS). Sob o tema O que nos separa já sabemos, mas o que nos une?, o evento, que acontece até o dia 15, reúne profissionais e especialistas de todo o País, com o objetivo de articular uma discussão ampla, que contemple os mais diversos segmentos da indústria audiovisual, abrangendo todos os elos da cadeia produtiva brasileira.
Juca Ferreira classificou o evento como extremamente importante, especialmente no atual momento do audiovisual no Brasil. “Estamos vivendo um processo de digitalização das nossas mídias e acervos, ou seja, a tecnologia e a internet serão fundamentais para acarretar o aumento de demanda de conteúdos audiovisuais”, destacou.
Para o ministro, esse é o momento de se traçar estratégias e de se preparar para o aquecimento do mercado, que deverá ocorrer naturalmente, com o crescimento do país. “Precisaremos de políticas culturais fortes, especialmente na área do audiovisual, para impulsionar esse processo”, afirmou. “Existem, ainda, muitos desafios, como o de conquistar novos públicos, o problema do pequeno número de salas de exibição, o de renovação da linguagem e de formatos”, acrescentou. Segundo Juca Ferreira, é preciso garantir uma dinâmica econômica para o setor.
O diretor-geral da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, que também prestigiou a abertura do congresso, garantiu que tanto ele como o ministro estavam ali em reconhecimento à importância do movimento organizado do conjunto de atores da atividade cinematográfica e audiovisual brasileiro.
Novas propostas e diretrizes
Os participantes do 8º Congresso Brasileiro de Cinema estão se organizando em grupos de trabalho (GTs), painéis de discussão e também haverá atividades culturais. O objetivo é colocar em pauta questões que norteiam e determinam a produção audiovisual atual. Produção, infraestrutura, film comission, co-produções internacionais, pesquisa, preservação, crítica, políticas públicas, novas mídias, convergência, exibição, direitos autorias e do público são alguns dos temas que serão analisados e debatidos no Congresso.
A ideia é que dos quatro dias de trabalho resultem propostas e diretrizes que norteiem a atividade do segmento para os próximos anos. Deste encontro será retirado um documento para ser encaminhado para os candidatos aos governos dos estados e à Presidência da República, com as principais reivindicações e prioridades do setor.
(Comunicação Social/ MinC)
(Fotos: Edison Vara/ Press Foto)