De acordo com dados do Programa de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência (Padef), da Secretaria Estadual de Emprego e Relações de Trabalho, 305 portadores de deficiências são recolocados, anualmente, no mercado de trabalho no Estado de São Paulo.
Em 2004, somente a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), por meio do Programa Trabalho Eficiente (PTE), foi responsável pela contratação, por distintas empresas, de cem dessas pessoas, seus pacientes ou ex-pacientes, representando um terço do total estadual.
Para a vice-presidente voluntária da AACD e coordenadora do Programa Trabalho Eficiente, Ika Fleury, "há muito a comemorar no próximo dia 3, pois os resultados conquistados são positivos e surpreendentes".
Em 2004, contratações já chegam a cem, todas intermediadas pela entidade, um recorde. Em todo o ano de 2003, foram 74 pessoas empregadas. As contratantes são empresas como C&A, Directv, Natura, Serasa, Banco Safra, Hotel Hilton, Vicom, Unip, Agência Abalti, Veja Engenharia Ambiental, Drogasil, Pró Recursos Humanos, Sandvick e TMKT Recursos Humanos.
O PTE foi desenvolvido pela AACD a fim de ajudar portadores de deficiência física em tratamento ou já tratados a conquistar uma vaga no mercado de trabalho. O programa possui, atualmente, um banco de currículos com mais de 900 candidatos, aptos a ocupar os mais variados cargos.
A preocupação com a reciclagem profissional constante dos profissionais foi um dos fatores que fez com que a entidade conseguisse aumentar o número de contratações. Para que esta atualização fosse possível, há parcerias com escolas de idiomas, informática e telemarketing, dentre outras especializações.
De acordo com a vice-presidente voluntária, um dos diferenciais do PTE é que, uma vez empregado, "o profissional é acompanhado por equipe que analisa seu desempenho, verificando eventuais dificuldades enfrentadas no dia-a-dia de trabalho e, simultaneamente, averiguando o grau de satisfação do empregador".
Para Ika Fleury, não apenas neste 3 de dezembro, Dia Internacional do Deficiente Físico, mas sempre, "a sociedade deve conscientizar-se ser prioritário desenvolver condições para que não haja exclusão social". Esta postura é muito importante, pois possibilitaria que, em alguns anos, não fosse mais necessário tratar da inclusão das pessoas deficientes.