No dia 17 de novembro (sexta-feira), em Catas Altas (MG), acontece a abertura da quarta fase do projeto Artesanato do Caraça: a Mostra Coletiva itinerante. Durante novembro e dezembro de 2006, a mostra irá circular pelas cidades de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais, com os produtos criados pelos artesãos das três cidades, resultado de meses intensivos de oficina.
Em cada cidade, também será exposta de forma ilustrativa, com fotos e pequenas amostras, cada etapa do processo de confecção artesanal, as técnicas, matériasprimas e ferramentas utilizadas. O projeto Artesanato do Caraça tem o apoio institucional das prefeituras de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais.
Informações sobre o Projeto
Com realização do Instituto Artivisão em parceria com o Instituto Kairós e patrocínio da Gerdau Açominas, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, o Artesanato do Caraça começou em maio de 2006.
Nesta época, houve a mobilização dos artesãos para as oficinas. Eles escolheram as oficinas que foram realizadas no período de agosto a outubro. O projeto conclui em dezembro deste ano com o quarto módulo, a Mostra Coletiva, nas três cidades da Região da Serra do Caraça: Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais. No quinto módulo, que finaliza o projeto, é realizada a multiplicação e divulgação do trabalho dos artesãos.
A proposta é fortalecer, diversificar e profissionalizar o artesanato produzido e comercializado na Serra do Caraça. O Artesanato no Caraça é composto por cinco módulos que estão em sintonia com o processo da atividade do artesanato, desde o manejo da matéria-prima, ao aprimoramento da peça artesanal e sua comercialização.
Durante todo esse processo os artesãos foram orientados para o reconhecimento das melhores técnicas sustentáveis de produção e das matérias-primas locais. A valorização do conhecimento popular e do modo próprio de fazer foram a base para o desenvolvimento do design e para a construção de novos produtos, incorporando a eles novas tecnologias, e gerando, como conseqüência, processos cooperativos de gestão, geração de renda, autonomia e valorização da identidade local.
O primeiro módulo, o DRP Diagnóstico Rápido Participativo, aconteceu entre os meses de maio e julho, nas três cidades participantes do projeto. Durante esta fase, houve a mobilização dos artesãos com reuniões para levantamento do tipo de trabalho artesanal e a oficina que mais interessava a esse público.
Durante o segundo módulo, que começou dia 24 de agosto, foi realizado um trabalho de aperfeiçoamento técnico dos artesãos com oficinas práticas. A oficina escolhida pelas três cidades participantes foi a de Fibras Vegetais e Pigmentação Mineral.O objetivo desta atividade foi levar conhecimento dos processos de extração e preparação das fibras vegetais com enfoque nas fibras encontradas na região, bananeira, milho, taboa, bambu, sisal e outras, mostrando as possibilidades da reciclagem e do aproveitamento deste lixo vegetal, sua transformação em papel, cestaria e tecelagem.
O terceiro módulo consistiu em uma avaliação das ações e res