A Associação Filhos do Mangue de Aracati está concluindo o projeto Jovens Ambientais que ao longo de seis meses realizou um amplo trabalho de educação ambiental com 30 adolescentes estudantes de escolas públicas do município. Desde fevereiro deste ano, os/as participantes do curso tiveram aulas de legislação ambiental, realizaram o levantamento da fauna e flora nos manguezais da região e estudo sobre os impactos sociais e ambientais do lixo em 17 comunidades que margeiam o Rio Jaguaribe, localizadas entre Aracati e Fortim.
Antes do enceramento do curso, previsto para a segunda semana de agosto, os/as adolescentes farão ainda um passeio de barco até a barra do Rio Jaguaribe, quando ele se encontra com o mar. Acontecerá também um encontro de avaliação, quando eles/as poderão levantar críticas e sugestões de continuidade do processo de formação. José Edvan Moreira, vice-presidente da Associação, ressalta que os estudantes já estão sendo convidados a darem palestras em suas escolas a respeito do que vivenciaram. Dessa forma, um dos objetivos do projeto já está se concretizando, já que eles/as estão se tornando multiplicadores do que aprenderam.
Participaram da formação, adolescentes com idades entre 13 e 16 anos, de seis escolas públicas de Aracati. No decorrer do período eles/as também foram beneficiados/as por outro projeto da entidade, o Conhecendo o Manguezal - Trilha Ecológica nas Margens do Rio Jaguaribe. E a partir de então, estão habilitados a fazerem passeios pelas trilhas mapeadas na área, aproximando outros adolescentes e jovens de um ambiente que apesar de bem próximo deles é pouco conhecido.
A Associação Filhos do Mangue de Aracati é uma instituição ambiental e destaca entre os seus objetivos: a divulgação dos bens naturais e sua importância para a manutenção da vida; a promoção de eventos culturais a fim de divulgar informações sobre o impacto das ações do homem no lugar onde vive e seus desdobramentos sobre o equilíbrio dos ecossistemas. Para o projeto Jovens Ambientais a entidade contou com recursos oriundos do Conjunto Integrado de Projetos (CIP), espaço que reúne governo e sociedade civil, com apoio da Fundação Kellogg. Contou também com parceria do Ibama, que disponibilizou uma educadora e uma analista ambiental para colaborarem com a formação dos/as adolescentes; da Universidade Federal do Ceará e do Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará.