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Alunos de Harvard visitam favelas da zona sul do Rio e trocam experiências com comerciantes locais

Publicado em 16.01.2012 por Agência Brasil

Rio de Janeiro Cerca de 30 alunos da Harvard Business School, nos Estados Unidos, uma das instituições de ensino mais renomadas do mundo, visitaram hoje (16) os morros do Chapéu Mangueira e da Babilônia, no Leme, na zona sul da cidade. Os estudantes, de diferentes nacionalidades, foram conhecer experiências de negócios nessas comunidades e deram algumas dicas aos comerciantes como expandir e consolidar seus empreendimentos.

Após conhecer os trabalhos de artesanato do grupo Mulheres Guerreiras, do Morro da Babilônia, um dos alunos, o romeno Cristian Jitianu, orientou as artesãs a criarem uma marca padronizada e uma identidade visual para ela. “Os trabalhos são muito bons e têm mercado para vendê-los, pois estão muito próximos da praia e dos turistas. Elas podem aproveitar para realçarem sua marca e ganharem competitividade”, disse.

Professor do curso negócios em mercados em desenvolvimento, Aldo Musacchio explicou que a instituição promove todos os anos uma visita com esse perfil em diferentes comunidades brasileiras. A Rocinha e o Cantagalo, favelas da zona sul, já receberam mestrandos da faculdade em anos anteriores.

“A ideia é aprender com a comunidade e tentar contribuir de alguma maneira. Falam que líderes mundiais, muitos foram ex-alunos de Harvard, estão distantes da realidade. Dizem que estão em um escritório chique em Nova York e fora do contato com a realidade. Então, a ideia é trazer esses alunos para esse contato, para se depararem com as diferenças”.

O professor citou o exemplo de alguns comerciantes que não pretendem expandir seus negócios, uma resposta inusitada para a maioria do grupo. “Muitos comerciantes dizem que estão satisfeitos com o que têm e que não pretendem trabalhar mais, o que, para os alunos, é impressionante”.

Moradora do Babilônia há 65 anos, Percília Pereira elogiou a iniciativa e ofereceu aos alunos um almoço na creche que dirige na favela. “Acho que é muito importante para ambos essa troca de conhecimento e de experiência. É bom para os estudantes, para o comerciante e é bom para o morador”.

Edição: Aécio Amado

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