A Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente (Amencar), juntamente com a Rio Grande Energia (RGE) apresentam nesta quinta-feira, 28/06, o projeto Família do Peito Programa de Apoio à Inclusão e Promoção Social. Será às 16h, na sede da entidade, na rua André Ebling, número 234, bairro Santo André em São Leopoldo, com a presença do Secretário de Estado da Justiça e do Desenvolvimento Social, Fernando Luís Schüler.
O Família do Peito tem como objetivos o fortalecimento de ações que promovam mudanças em relação à adoção de crianças e adolescentes, estimulando o apadrinhamento afetivo e institucional e a qualificação do atendimento em abrigos, explica o presidente do Amencar, Pastor Orlando Stelter da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Amencar foi um dos selecionados pela Rede Parceria Social (RPS) para compor a Carteira de Projetos Sociais.
A Rede Parceria Social é uma iniciativa conjunta da Secretaria de Justiça e do Desenvolvimento Social, organizações sociais e empresas que tem por finalidade realizar ações em todo o Rio Grande do Sul. Através de sua Carteira de Projetos Sociais, objetiva-se promover a descentralização dos recursos captados e a busca da garantia de sustentabilidade de projetos sociais desenvolvidos pelo terceiro setor. Em um ano, deverão ser investidos R$ 8 milhões, para atender comunidades vulneráveis de 80 a 90 municípios, com cerca de 300 projetos. Além da Amencar, outras entidades âncoras já compõem a carteira. Entre estas está a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho (FMSS), Fundação Pão dos Pobres, AMA, Fundação Gazeta e Instituto Nestor de Paula, SESI/RS, ACM, USBEE, FPAE, Emater, Vonpar e Famurs. Estas entidades civis coordenam o desenvolvimento da RPS em conjunto com instituições parceiras do Estado, disseminando ações, recursos e conhecimentos, através da Lei da Solidariedade. A RPS conta, ainda, com a parceria da ONG Parceiros Voluntários para a capacitação de lideranças das ONGs participantes e a cooperação técnica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o acompanhamento técnico dos projetos.
Dados do Juizado da Infância e da Juventude do Estado, até abril deste ano, mostram: Há 610 crianças aptas para adoção. Destas, 1% têm menos de um ano de idade, enquanto 90,6% dos 4.099 pretendentes a adoção preferem crianças nesta faixa etária; Há 47% de meninas aptas para adoção e uma preferência deste gênero de 88,6% dos candidatos à adoção; 44,7% das crianças aptas para adoção possuem alguma síndrome ou são HIV positivo ou têm alguma deficiência, enquanto 3,7% dos pretendentes a adoção concordariam em adotá-las; Das 610 crianças e adolescente, 48% têm a cútis branca, enquanto 91,5% dos adotantes preferem que seus futuros filhos com esta característica. Além disso, 56% estão na faixa entre 11 e 18 anos e apenas 0,3% dos adotantes aceitam adotar adolescentes nessa faixa etária. Do total de adoções registradas: 61% das crianças adotadas tinham até 5 anos (20,4% menos de 1 ano); 12,5% tinham entre 11 e 18 anos; 51% eram meninas, 37% com a cútis branca, 1,6% possuíam alguma deficiência ou eram HIV positivo; 1,1% tinham alguma síndrome (orgânica, neurológica, infecto-contagiosa ou psiquiátrica).
A Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente (Amencar) é uma das pioneiras do Brasil na assessoria a organizações sociais. Com quase 25 anos de trabalho, mantém uma rede de 98 instituições conveniadas, proporcionando dignidade para aproximadamente 29 mil pequenos cidadãos em 14 estados do país. Mas o trabalho vai além do mero atendimento, apresentando soluções inovadoras que promovem o protagonismo infanto-juvenil, prestam apoio às famílias e estimulam o desenvolvimento sustentável das comunidades. Desta forma, contribui para o embasamento de políticas públicas inclusivas da população em situação de vulnerabilidade, ou seja: um terço dos cidadãos. A assessoria é feita in loco, configurando um sis