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Ano da Leitura deve ter mais de 100 mil ações no Brasil

Publicado em 28.04.2005 por Ministério da Cultura

2005 Ano Ibero-Americano da Leitura

Calendário de projetos, programas e atividades para comemorar o

Ano Ibero-americano da Leitura no Brasil deve

chegar a 100 mil ações até o fim do ano

O número de projetos, programas, eventos e outras atividades desenvolvidas por governos, empresas privadas e organizações não-governamentais em 2005 no País, quando se comemora o Ano Ibero-americano da Leitura, deve chegar a 100 mil até dezembro. A estimativa foi divulgada ontem pelo coordenador geral do VIVALEITURA 2005 (como o Ano é chamado no Brasil), Galeno Amorim, do Ministério da Cultura.

A maior parte dessas ações, segundo o próprio coordenador, já acontecia antes. ‘O Ano da Leitura funciona, na verdade, como mote para mobilizar, identificar, integrar e dar maior sinergia às ações e, ao mesmo tempo, estimular a criação de novos projetos e programas de iniciativa da iniciativa privada, Terceiro Setor e do governo em seus níveis’, disse Galeno. ‘Ao mesmo tempo, procura despertar os governos e a sociedade de uma forma geral para que a questão da leitura seja tratada como uma Política de Estado e considerada estratégica para o desenvolvimento nacional e da cidadania’, acrescentou.

Esses eventos vão desde as 60 feiras de livros em todas as regiões do País até as duas centenas de seminários, palestras, congressos e colóquios nacionais e internacionais durante todo o ano em todos os estados brasileiros. Só esta semana, por exemplo, estão acontecendo em São Paulo o Fórum Ibero-americano da Indústria Editorial, na Capital, o Encontro Nacional de Jornal na Educação, em Mogi das Cruzes, e dois congressos de Literatura Infanto-Juvenil em Ribeirão Preto e Barretos, no Interior. Na próxima semana, quando se comemora o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, diversos municípios do País estão organizando festas para a troca de flores e livros (uma antiga tradição catalã), saraus e encontros.

Quase 2 mil editores e livreiros estão ajudando a divulgar o Ano Ibero-americano da Leitura em seus catálogos, sites e em atividades para estimular a leitura, como os encontros entre escritores e leitores. Além da participação da rede de 5 mil bibliotecas públicas, ONGs e universidades, a maior presença é a de cerca de 90 mil escolas públicas e privadas nos projetos e programas do Ministério da Educação e das secretarias estaduais e municipais da Educação e organizações não-governamentais. Somente os concursos e prêmios desenvolvidos por instituições como Fundação Victor Civita, Itaú Cultural, Instituto EcoFuturo, Fundação Nestlé, Fiat, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) devem atingir escolas em todos municípios do País dezenas de milhões de alunos e seus professores.

No âmbito do governo, além do fim dos impostos e taxas sobre livros anunciado em dezembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento do calendário do VIVALEITURA 2005, estão previstas ações como a criação da Câmara Setorial do Livro e Leitura, do Plano Nacional do Livro e Leitura e do Fundo Pró-Leitura e várias campanhas de estímulo à leitura no rádio, televisão, jornais e revistas. Também estão em andamento programas para abrir novas bibliotecas, apoiar escritores e conceder linhas especiais de crédito o mercado editorial.

Como conseqüência dessas ações, há um grande otimismo entre editores e livreiros que, segundo pesquisa divulgada na semana passada pelo Ministério da Cultura, vão investir este ano R$ 239 milhões (48% mais que em 2004) e apostam no reaquecimento dos negócios na área (77% disseram que a sua atividade será melhor ou muito melhor em 2005).

A instituição do Ano Ibero-americano da Leitura foi aprovada em 2003 pela Cúpula dos Chefes de Estado dos países ibero-americanos e está acontecendo em 21 países da Europa e das Américas. A organização geral é feita pela OEI (Organização dos Estados Iberoamericanos), Cerlalc (Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e Caribe) e Unesco. Em cada um dos países a coordenação é feita pelo governo federal - no caso do Brasil, MinC e MEC integram o conselho diretivo ao lado dos organismos internacionais.

Também foi criado um comitê executivo, integrado por representantes do setor privado e das organizações não-governamentais, que conta com o apoio de voluntários, doações e o patrocínio da Caixa Federal e Petrobras. A meta é criar as condições para aumentar o índice nacional de leitura (1,8 livro por habitante/ano) em 50% até 2007. Maiores informações, inclusive sobre como cadastrar ações e projetos, podem ser obtidas pela Internet no site

(Fábio Diegues)

(Assessoria de Imprensa do VivaLeitura - Tel.: (11) 8399-4331)



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