As empresas brasileiras são muito mais ativas do que firmas em outras partes do mundo em sua busca por fundos soberanos e investidores em mercados emergentes, de acordo com uma pesquisa anual conduzida pelo BNY Mellon, um dos líderes globais em gestão de recursos e serviços para investimentos.
Desenvolvido como uma ferramenta de comparação para clientes de depositary receipts do BNY Mellon, a pesquisa Global Trends in Investor Relations analisa como empresas negociadas em bolsas de valores estão gerenciando suas práticas de Relações com Investidores (RI) desde políticas de guidance e divulgação até os destinos mais populares para a realização de roadshows. A pesquisa foi conduzida durante julho e agosto de 2011 e apresenta dados de aproximadamente 650 empresas, localizadas em 53 países. As empresas ouvidas cobrem uma gama de setores e capitalizações de mercado. Os setores incluem finanças, indústrias, consumo, tecnologia e saúde.
“Estamos vendo empresas tomando iniciativas mais estratégicas no que diz respeito a fundos soberanos e maiores concentrações de investidores no bloco BRIC, para posicionar melhor suas firmas nessas regiões do planeta com crescimento superior ”, disse Michael Cole-Fontayn, CEO do negócio de Depositary Receipts no BNY Mellon. “Mais e mais, a busca por liquidez e crescimento de negócios está levando empresas globais ao Brasil para se unir à base de investidores em expansão no país. Acreditamos que essa tendência vá se reforçar nos próximos anos”.
O estudo também descobriu que aproximadamente três em cada quatro empresas pesquisadas acreditam que mecanismos como venda a descoberto, recursos ocultos ao público (‘dark pools’) e operações de alta frequência impactam negativamente os mercados globais, sendo que uma maior supervisão é necessária. A maioria dos profissionais de relações com investidores na região da Ásia Pacífico (52%), Europa Ocidental (56%) e América Latina (53%) acreditam que as dark pools devem ser inspecionadas.
Seguem algumas informações importantes da pesquisa:
• 74% dos departamentos de RI brasileiros se reúnem com fundos soberanos, número bem acima da média global de 59%, que em 2010 registrou 47%. Para empresas brasileiras, os fundos soberanos mais frequentemente contactados são aqueles localizados em Cingapura e Abu Dhabi. Firmas norte-americanas são as menos prováveis a contactar fundos soberanos (42%).
• Empresas brasileiras (39%) têm probabilidade muito maior de abrir capital adicional em mercados emergentes do que empresas em todo o mundo (19%). Hong Kong é o mercado mencionado com maior frequência por empresas brasileiras para uma abertura de capital secundária.
• 40% das empresas globais estão ativamente mirando investidores em mercados emergentes, acima dos 36% verificados ano passado. Para as empresas que consideram uma oferta secundária fora de seu mercado local, uma oferta em Hong Kong ou China atrai interesse maior, seguidos pelo Brasil e Índia. Empresas localizadas na América Latina (70%) e Ásia-Pacífico (54%) têm interesse maior em atrair investidores de mercados emergentes
• 74% de todas as firmas acreditam ser necessária supervisão regulatória adicional para mecanismos como ‘dark pools,’ vendas a descoberto e operações de alta frequência. O sentimento é mais forte entre empresas dos EUA (89%) comparado a firmas de fora dos EUA (70%).
• 95% de todas as empresas brasileiras se reúnem com hedge funds, número similar ao da pesquisa realizada em 2010; 17% das reuniões com investidores feitas por firmas brasileiras são com hedge funds, em comparação a 21% relativos a empresas de todo o mundo.
• 66% das firmas brasileiras fornecem guidance, em comparação a 85% em todo o mundo. 71% das firmas no bloco BRIC oferecem guidance, em comparação a 89% das empresas de fora do BRIC.
• 65% das firmas emitem relatórios de responsabilidade social-corporativa (CSR na sigla em inglês), acima dos 50% verificados há um ano. Aproximadamente o dobro das firmas na América do Norte (54%) e na região Ásia-Pacífico (61%) agora emitem relatórios CSR em comparação a 2010, portanto mais próximas da Europa Ocidental (84%) e América Latina (68%).
Essa é a sétima pesquisa anual de relações com investidores conduzida pela equipe de DR do BNY Mellon. O relatório completo está disponível em www.bnymellon.com/dr.
O BNY Mellon é depositário de mais de 2.100 programas de American e Global Depositary Receipts, estando associado a grandes empresas localizadas em 67 países. Seriamente comprometida com o sucesso de emissões de títulos nos mercados financeiros mundiais, a empresa oferece uma das mais completas gamas do mercado em serviços de depositary receipts, corporate trust e transferência de ações. Conheça mais em www.bnymellon.com/dr.
O BNY Mellon é uma empresa global de serviços financeiros, ajudando seus clientes a gerenciar seus ativos financeiros, operando em 36 países e atuando em mais de 100 mercados. Um dos líderes na prestação de serviços financeiros para instituições, corporações e high net worth individuals, a empresa fornece gestão de recursos e serviços para investimentos com uma equipe global voltada às necessidades de seus clientes. A empresa possui US$ 25,9 trilhões em ativos sob custódia e administração e US$ 1,2 trilhão em ativos sob gestão. É agente fiduciário de US$ 11,7 trilhões em dívida de terceiros e processa uma média de US$ 1,6 trilhão em pagamentos globais por dia. BNY Mellon é uma marca corporativa do The Bank of New York Mellon Corporation (NYSE: BK). Leia mais no www.bnymellon.com e no Twitter, em @bnymellon.