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Atendimento psicológico auxilia deficientes e seus familiares no desenvolvimento emocional

Publicado em 22.11.2011 por Maxpress

O Instituto Gabi entidade assistencial localizada na zona sul de São Paulo, que atende crianças e adolescentes com deficiência oferece, desde a sua fundação, orientação psicológica às crianças e suas famílias. “O trabalho psicológico que oferecemos semanalmente é indispensável para o desenvolvimento da autonomia e potencialidades da criança, dando subsídios para a família enfrentar as dificuldade do dia a dia”, revela Francisco Sogari, jornalista e presidente do Instituto Gabi.

Lá, as crianças atendidas e seus familiares contam com um trabalho que estimula as potencialidades infantis e dá suporte aos anseios, inquietações e problemas da família. A orientação é oferecida em grupos distintos, de até 15 pessoas, para as mães (ou responsáveis) e para os deficientes. “O momento semanal em que os familiares e responsáveis se reúnem em grupo, sob orientação psicológica, é muito especial, pois é um tempo no qual se podem compartilhar os problemas enfrentados no dia a dia, trocando experiências, fortalecendo e mostrando caminhos uns aos outros”, revela Cristina Sumita, psicóloga do Instituto e orientadora do grupo. Os encontros, que duram cerca de uma hora e meia, são realizados com os grupos da manh&atild e; e da tarde. “O foco é privilegiar a troca de experiências entre os familiares, tendo a intervenção do psicólogo para mediar e orientar como se deve agir em cada caso comportamental. A ideia sempre é a de tornar a pessoa com deficiência o mais independente possível, para que ele possa realizar o máximo de atividades que privilegiem seu contato com a sociedade, de maneira natural, sem exclusão”, comenta Francisco Sogari.

Um dos principais desafios desse trabalho é a criação de um vínculo entre os profissionais e os deficientes atendidos, processo que pode demorar porque a criança deficiente pode ter passado por rejeições e, em alguns casos, torna-se arredia. O que norteia o trabalho com as crianças são os métodos lúdicos, que utilizam brincadeiras, desenhos, massinhas, entre outros instrumentos pedagógicos, pois muitas delas não falam e se comunicam apenas por gestos. “Nesse trabalho, que além da psicologia tem respaldo de uma equipe multidisciplinar com terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, podemos analisar as frustrações e os desejos de cada criança, expressados em uma brincadeira ou num papel”, explica a psicóloga Roberta Lima, que tamb&eacut e;m atende no Instituto Gabi. Além do atendimento coletivo, há também terapias individualizadas, quando necessário. “Em casos específicos, reunimos nossa equipe multidisciplinar para levantarmos as necessidades da criança e se ela precisa ser atendida individualmente”, revela Roberta.

Algumas crianças chegam ao Instituto sem olhar nos olhos dos profissionais, mas com o tempo passam a interagir, socializar-se com os companheiros e respeitar limites. Além das atividades cotidianas, semanalmente, elas participam de oficinas nas quais são desenvolvidos temas específicos que dão noções de valores morais, deveres, autonomia e respeito mútuo. “Na verdade, aqui, iniciamos um trabalho que deve ter continuidade em casa, por isso, o suporte da família é superimportante”, alerta Roberta.

O atendimento psicológico tem rendido bons frutos com as crianças e mães e animado os profissionais do Instituto. “Na última avaliação, tivemos um retorno fantástico, no qual os pais e responsáveis declararam a importância do trabalho, que para eles ofereceu a possibilidade de crescimento e a conquista de uma maior tranqüilidade para cuidar dos filhos”, comemoram as psicólogas.

Serviço:

Instituto Gabi

Local: Rua Gustavo da Silveira, 128 Vila Santa Catarina

Tel. 11 5564-7709

institutogabi@terra.com.br

www.institutogabi.org.br

Sobre o Instituto Gabi

Transformar a dor em caridade não é fácil. Após perder, em fevereiro de 2001, sua pequena filha Gabriele, de apenas seis anos, em um atropelamento, o jornalista Francisco Sogari, que estava com Gabi no momento do acidente, viu-se na situação de dor de tantos pais que perdem seus amados filhos vítimas da violência. Porém, juntamente com a esposa, a pedagoga Iracema Sogari, ele decidiu transformar sua dor em um gesto de amor: o casal fundou o Instituto Gabriele Barreto Sogari, conhecido como Instituto Gabi.

Instalado no bairro de Vila Santa Catarina, na zona Sul de São Paulo, o Instituto Gabi em poucos anos tornou-se referência no atendimento dos portadores de deficiência. Com o trabalho social, o casal Sogari encontrou um novo sentido para sua vida. "Hoje minha vida mudou completamente. A dor continua, mas vejo que a Gabriele está presente no semblante dos deficientes que são atendidos na casa a ela dedicada", revela Sogari.

O jornalista divide seu tempo como professor universitário em duas universidades e na gestão deste projeto social. "Ainda encontro tempo para me dedicar à família, sobretudo ao João Filipe, filho de 11 anos, com quem jogo futebol e torço fanaticamente para o Internacional" declara. A esposa Iracema, que é pedagoga pós-graduada, com experiência de 20 anos em educação especial, conhece bem a realidade destas pessoas. "O atendimento do serviço público é deficitário. Uma escola especial é muito cara, passa de R$ 1 mil. As instituições que deveriam acolhê-las acabam encaminhando para nós", declara Iracema Sogari.

O casal busca a auto-sustentabilidade do projeto. "Conseguimos atender gratuitamente 70 crianças e adolescentes com deficiência. A Prefeitura cobre apenas parte dos gastos. A receita restante provém de trabalho e generosidade, muito empenho na captação de recursos e a resposta de pessoas e empresas que são sensíveis e apostam em nosso trabalho. Queremos que o projeto seja viável, auto-sustentável e gere mais divisas para atender as famílias que batem às portas do Instituto em busca de uma vaga", conclui Iracema.

Francisco Sogari aponta os dez principais motivos que o levaram a ser um voluntário por mundo melhor. Acompanhe:

1- Porque acredito que o amor é a única força capaz de transformar o homem e o mundo;

2- Se eu uso energia para tantas coisas, por que não posso usar uma parte para o bem?

3- Porque Deus me dá 168 horas semanais. Por que não doar algumas horas da semana ou do mês como forma de gratidão a Deus?

4- Porque estou fazendo a minha parte e não espero que a mudança caia do céu;

5- Porque tenho a convicção de que no trabalho voluntário mais do que dar eu estou recebendo;

6- Porque acredito na vida futura e na outra dimensão, onde o mais importante não são os diplomas, a fama, o dinheiro, os bens materiais, mas sim o bem que tiver feito ao meu próximo;

7- Porque ser voluntário não requer especialização nem ter muitas posses, basta abrir o coração e doar-se para o próximo;

8- Porque ingresso num triplo movimento: dar o peixe na hora da fome, ensinar a pescar para que a fome não volte e criar condições para que haja pesca, dignidade, justiça social, etc.

9- Porque acredito numa frase que minha filha pronunciou com apenas seis anos: “Quem ajuda os outros é feliz”.

10- Porque hoje temos bons recursos técnicos que permitem ‘voluntariar’ sem sair de casa, ajudando projetos sociais em várias áreas: eventos, divulgação, campanhas e outras iniciativas.

Para doar objetos, brinquedos e roupas, ou oferecer trabalho voluntário, deve-se estabelecer contato com o Instituto Gabi, pelo telefone (11) 5564-7709, pelo email institutogabi@terra.com.br ou consultando o site www.institutogabi.org.br.


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