Pela primeira vez, uma empresa brasileira adota o Código de Conduta do Turismo Contra Exploração Sexual Infanto-Juvenil em escala nacional. A partir de março, a rede Atlântica Hotels vai capacitar sua equipe no combate a este tipo de violência. As unidades em Recife, Fortaleza, Brasília e Natal - oito no total - serão as primeiras a participar da iniciativa e funcionarão como piloto do projeto que, até o final do ano, se estenderá a toda a rede de hotéis.
"Entendemos que o turismo sustentável vai além da preocupação com o meio ambiente e engloba a proteção das crianças e adolescentes. Por isso, estamos felizes por ingressar, na prática, com essa ação de responsabilidade social", afirma o presidente da Atlantica Hotels, Paul Sistare.
O processo de implantação será apoiado e coordenado pelo WCF-Brasil e os treinamentos ministrados pela ONG Resposta, gestora do Código na cidade de Natal, primeira experiência do gênero bem-sucedida no País. De acordo com Ana Maria Drummond, diretora Executiva do Instituto WCF-Brasil, esta iniciativa tem potencial para influenciar outros empreendimentos do setor turístico a fazerem o mesmo. "O compromisso ético com a proteção dos direitos da criança e do adolescente é o grande diferencial desta parceria, que tem efeito multiplicador", diz Ana Maria.
Elizabet Leitão, coordenadora do Disque Denúncia de abuso e exploração sexual o acordo entre o Instituto WCF e a rede Atlântida Hotels constata que as parcerias intersetoriais funcionam e trazem bons resultados. "A participação da iniciativa privada em prol da defesa dos direitos infanto-juvenis tem fortalecido um ciclo virtuoso de trabalho integrado de várias áreas do Governo, agências e organizações internacionais e da própria comunidade", avalia
O Código
O Código de Conduta no Turismo Contra a Exploração Sexual é formado por cinco capítulos que orientam sobre Objetivo e Adesão; Comitê Permanente de Monitoramento; Conduta Ética contra Exploração Sexual; Prática Permanente e Essencial contra a Exploração Sexual e sobre Disposições Finais e Transitórias.
Atualmente, mais de cem estabelecimentos comerciais ligados ao turismo já adotaram o Código como compromisso ético.