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Audiência pública discute melhorias para as condições de vida da população de rua

Publicado em 12.11.2010 por Agência Brasil

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro Os abrigos destinados aos moradores de rua, após sua retirada das vias públicas, foram o principal tema da audiência pública ocorrida hoje (12) na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro para discutir a situação das pessoas que vivem nas ruas da capital fluminense. Na audiência. presidida pelo vereador Reimont Luiz Otoni (PT), e com a presença do ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, também foi apresentado um termo de compromisso propondo à prefeitura carioca a criação da política municipal intersetorial para atendimento aos moradores de rua.

A nova política municipal propõe a inserção dessas pessoas em diversos setores da sociedade, garantindo acesso ao esporte, à educação, à saúde, ao trabalho e à moradia. Segundo o ministro Vannuchi, o objetivo é conseguir a conclusão do termo de compromisso no Rio até o fim do ano.

“Ainda este ano, eu gostaria de articular com o ministro [do Esporte], Orlando Silva, e trazê-lo ao Rio, no mesmo dia gostaria de assinar com o governador [Sérgio] Cabral o convênio de adesão [ao compromisso] do estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

De acordo com o coordenador nacional do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento de Políticas Públicas para a População em Situação de Rua, Ivair dos Santos, as políticas de tratamento aos moradores de rua não podem ser apenas sociais, mas devem incluir a saúde, educação e o trabalho.

“Quando se falava em população de rua, se pensava apenas em política social. Nós estamos querendo mudar isso, política social sim, mas tem outras políticas envolvidas: saúde, trabalho e educação. Isso não é fácil, você precisa ter muita paciência e galgar passo a passo”, disse.

Segundo Ivair dos Santos, com base em dados de 2008, a população que mora na rua da cidade do Rio é de 5 mil pessoas. Ele acredita ainda que os abrigos devem ser modificados, pois a tendência é diminuir a capacidade de cada unidade, para melhorar a condição da moradia temporária das pessoas que necessitam ir para os abrigos.

Edição: Aécio Amado

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