Em menos de um ano, o Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil implantou mil telecentros comunitários, beneficiando cerca de um milhão de usuários brasileiros que moram em mais de 400 municípios. A marca, que faz da iniciativa do BB uma das maiores na área de inclusão digital da América Latina, foi alcançada no último dia 31.
O Programa começou com a modernização tecnológica do BB, que liberou 50 mil computadores. Desse total, 15 mil foram destinados à implantação de telecentros e 35 mil estão sendo distribuídos a entidades parceiras e órgãos do governo federal, fortalecendo redes de inclusão digital.
Além da doação de máquinas e da coordenação da instalação dos telecentros, o Programa de Inclusão Digital do BB oferece conteúdo para ministrar os cursos de iniciação à informática, roteiro de configuração de software e rede, e acesso a software livre.
Telecentros BB - Desenvolvimento auto-sustentável
O Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil busca não apenas o combate à exclusão digital mas o uso e a apropriação de tecnologia e conhecimento, visando promover ações locais de desenvolvimento sustentável.
A utilização dos telecentros como ferramenta de apoio à geração de negócios e oportunidades de emprego e renda já é realidade em muitas comunidades. É o caso do Telecentro Comunitário de Sabará (MG) que, além dos 108 cursos profissionalizantes oferecidos via web, conta com uma incubadora de empresas, formada por cooperativas de bordados, doces e reciclagem de PETs, uma unidade do Banco Popular e um Centro Vocacional Tecnológico.
Outro diferencial do Programa de Inclusão Digital do BB é a diversidade de públicos atendidos: comunidades indígenas e de pescadores, minorias, pessoas com deficiência física e moradores de zonas rurais.
Cases
Telecentro Prudente de Moraes
Instalado na Escola Técnica Estadual Prudente de Moraes, este telecentro foi equipado com 20 microcomputadores doados pelo BB e montado pelos alunos da escola que, além de instalar os softwares, recondicionaram os micros e os conectaram em rede.
A idéia foi tão bem sucedida que os alunos e coordenadores do telecentro montaram uma usina de reciclagem de micros. O objetivo da usina é vender os computadores recondicionados pelo alunos às escolas e entidades sem fins lucrativos. A renda obtida é utilizada para pagar as despesas e a manutenção do telecentro.
O próximo passo do telecentro é inserir os jovens no mercado de trabalho, por meio de uma parceria com Prefeitura Municipal visando a prestação de assistência técnica e oferecer mão-de-obra especializada para a segunda maior usina eólica do mundo, que será inaugurada no município ainda este ano.
Telecentro Jarinu (SP)
Mantido pela Associação de Mulheres de Jarinu, em parceria com a ONG Sampa.org da Prefeitura de São Paulo, o telecentro é equipado com 30 microcomputadores doados pelo BB, via Ministério do Planejamento. As máquinas receberam um tratamento de metareciclagem: foram adaptados para operar em rede com o sistema operacional Linux e pintados durante uma oficina de grafite.
No mesmo espaço, a entidade disponibiliza uma biblioteca. Além disso, a Associação possui grupos cooperados de costura, bijuterias e artesanatos, entre outros, que vendem seus produtos no mercado local. Por meio do telecentro, os grupos estão desenvolvendo um site para ampliar a comercialização dos produtos.
Ainda buscando atividades relacionadas ao desenvolvimento local sustentável, a ONG oferece 21 cursos profissionalizantes divididos em Geração de Renda Própria e Perfil Empresarial voltado para o Turismo, aproveitando as características turísticas da cidade.
Telecentro Mauá - SP
Maior telecentro do país, com 600 m