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Bem me Quero Lança Coleção no Capital Fashion Week

Publicado em 22.09.2008 por Pauta Social

A rede Bem Me Quero reúne sete empreendimentos da cadeira produtiva do artesanato, que trabalham na perspectiva da economia solidária, no Distrito Federal e entorno: Agma, Entre Nós, Sintonia, Maria Brejeira, Cia Artcum, Noart, e Rurart. São mulheres como Sônia Gonzaga, da cidade-satélite do Gama, artesã e costureira da Maria Brejeira, que encabeça o empreendimento. Tudo começou com uma reunião de amigas, que foi crescendo com o passar do tempo. Hoje somos 40 na Maria Brejeira, entre costureiras, bordadeiras e artesãs, e já pensamos em procurar um espaço maior, conta.

Geórgia Castro, professora de Design Industrial da Universidade de Brasília (UnB), explica que a Tropicália serviu de referência para a criação da coleção, porque o trabalho do grupo de artesãs traduz o que há de mais genuinamente brasileiro. Procuramos realçar em cada detalhe das roupas o traço mais característico do bordado de cada grupo, diz. Geórgia comanda o Laboratório de Moda da UnB, que trabalha com as artesãs desde 2007. Foi por meio da universidade que as mais de cem mulheres conseguiram se organizar, montar a infra-estrutura e criar suas próprias marcas. A cooperativa está sendo amparada pelo projeto Incubadora Social e Solidária do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT).

A iniciativa apóia empreendimentos sociais e solidários em sua auto-sustentação, com foco na inclusão social como forma de geração de trabalho e renda, por meio de inovação tecnológica e melhoria de processos e produtos. Antes da orientação do CDT, as artesãs vendiam sua produção em pequenas feiras. Hoje, a Bem me Quero já conta com uma loja localizada no Jardim Botânico Shopping, cedida pela administração regional do Lago Sul.

A monitora de design da UnB Maíra Fontenelle diz que as mulheres estão mais animadas e que toda a produção passa por um controle de qualidade antes de ir para o mercado. A grande dificuldade era não ter pra quem vender e, com a loja, a expectativa de crescimento aumentou, assim como a auto-estima e o retorno financeiro, diz.

O projeto Incubadora Social e Solidária (CDT/UnB) recebeu, somente em 2008, investimentos sociais da Fundação Banco do Brasil da ordem de R$ 114 mil.


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