Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil
Rio - O biólogo e entomologista Eduardo Dias Wermelinger, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), defendeu hoje (16) a participação do Programa Saúde da Família (PSF) nas ações de combate à dengue. O programa foi criado pelo Ministério da Saúde em 1994 para acompanhar o cotidiano de favelas e comunidades carentes durante todo o ano.
Em entrevista ao programa Redação Nacional, da Rádio Nacional do Rio, o biólogo explicou que a participação do Saúde da Família seria uma estratégia alternativa a um modelo de combate à dengue, "que não tem demonstrado resultados satisfatórios". Para Wermelinger, a atução dos agentes de saúde deste programa seria especialmente eficaz em áreas de difícil acesso para os agentes municipais, como as favelas do Rio, por ser um trabalho permanente, baseado na confiança estabelecida com a população.
De acordo com o biólogo, um grande problema enfrentado pelos agentes de saúde é e dificuldade de entrar em determinadas casas, como, por exemplo, as localizadas em favelas. "Como o Programa Saúde da Família conta com a participação de agentes de saúde moradores das comunidades, isso facilitaria o trabalho", afirmou.
Wermelinger informou que um projeto piloto de participação do Programa Saúde da Família já está foi implantado no bairro de Anchieta, na zona norte do Rio, e o próximo será em Santa Cruz, na zona oeste.
Segundo a assessoria de imprensa da Fiocruz, a idéia é que, após um ano de experimentação desse novo modelo, iniciado em setembro, o instituto encaminhe uma proposta ao Ministério da Saúde para incluir o combate à dengue nas estratégias de atuação do Programa Saúde da Família.