São Paulo, 6/1/2004 (Agência Brasil - ABr) - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que nos últimos dias vem batendo recordes de pontuação (Ibovespa), tem espaço para crescer ainda mais. Esta é avaliação do diretor de Comunicação e Marketing da instituição, Luís Abdal. A Bovespa fechou com uma valorização de 97,3% em 2003, com uma média diária de R$ 818,3 milhões em negócios. A Bovespa fechou ontem em alta de 4,84% com um volume de negócios de R$ 1,4 bilhão, atingindo a marca recorde de 23.531 pontos. As 369 empresas listadas na entidade fecharam 2003 valendo US$ 233 bilhões, o melhor resultado desde 1997. Só em 2003, o valor de mercado dessas empresas aumentou US$ 112 bilhões.
Abdal atribui o excelente desempenho da Bovespa em 2003, o melhor desde 1997, à queda da taxa de juros, ao próprio crescimento do mercado de capitais e às mudanças propostas pelo governo federal para incentivar esse tipo de investimento, como por exemplo a isenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nas operações de compra e venda de ações. Segundo Abdal, das 40 medidas que constam no plano diretor, pelos menos 30 delas já foram atendidas pelas instituições envolvidas, como o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o próprio governo.
Para Abdal, a tendência de valorização da Bolsa de Valores deve se manter em 2004 caso a taxa de juros continue caindo, o país volte a crescer e as dívidas públicas sejam reduzidas. Ele destaca que esse cenário deve ser mantido desde que não haja nenhuma "catástrofe econômica", como os reflexos do 11 de setembro por exemplo. "A Bolsa de Valores em qualquer lugar do mundo é um retrato da economia de um país", afirma.
A Bovespa vem subindo apesar de o número de empresas listadas ter diminuído. De acordo Abdal, esta redução não é boa, porque o mercado fica mais concentrado. Ele afirmou que um dos objetivos da Bovespa é ampliar o número de empresas com ações negociadas na instituição.
Segundo Abdal, o bom desempenho da Bolsa de Valores deve contribuir para que as empresas abram mais capital, refletindo no crescimento econômico do país e na geração de empregos. "Trata-se de um circulo virtuoso".(Elisângela Cordeiro)