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Brasil sobe cinco posições no ranking mundial de competitividade 2011

Publicado em 08.09.2011 por Maxpress

O Brasil está mais competitivo. A última edição do Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, divulgada hoje, mostra que o País ganhou cinco posições e agora está em 53º lugar. O Global Competitiveness Report (GCR), publicado anualmente desde 1979, analisa as condições de competitividade de 142 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e uma ampla pesquisa de opinião realizada junto a executivos. No Brasil, a pesquisa é realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com o Movimento Brasil Competitivo.

Na edição de 2011, o ranking geral do relatório apontou Suíça, Cingapura e Suécia como as economias mais competitivas do mundo, ultrapassando os Estados Unidos, cuja queda no ranking é reflexo de sua instabilidade macroeconômica, do déficit fiscal crescente e da dívida pública.

O relatório de 2011 destaca a força dos países emergentes. Se as economias mais avançadas têm revelado uma estagnação econômica e competitiva nos últimos sete anos, as nações emergentes sinalizam um crescimento estável e com mudanças no perfil das suas atividades econômicas. Neste contexto, o Brasil aparece como um dos destaques. O estudo analisa cada país em 12 pilares de competitividade (veja abaixo a posição do Brasil nesses itens). O Brasil tem apresentado estabilidade na maioria desses quesitos, com pequenas alterações para mais ou para menos no seu posicionamento. Os destaques são os pilares ‘Instituições’, cujo salto foi de dezesseis posições; ‘Eficiência do mercado de trabalho’, com ganho de treze posições; e ‘Mercado Financeiro’, com sete. A única perda significativa ocorreu no pilar ‘Estabilidade macroeconômica’, com decréscimo de quatro posições, ocasionado principalmente por um crescimento no nível de endividamento do governo.

BRASIL - PILARES DE COMPETITIVIDADE

2009 2010 2011

Brasil no Global Competitiveness Report 56 58 53

1o pilar: Instituições 93 93 77

2o pilar: Infraestrutura 74 62 64

3o pilar: Estabilidade macroeconômica 109 111 115

4o pilar: Educação básica e saúde 79 87 87

5o pilar: Educação superior e capacitação 58 58 57

6o pilar: Eficiência de mercado de produtos 99 114 113

7o pilar: Eficiência do mercado de trabalho 80 96 83

8o pilar: Mercado financeiro 51 50 43

9o pilar: Prontidão tecnológica 46 54 54

10o pilar: Tamanho do marcado 10 10 10

11o pilar: Sofisticação empresarial 32 31 31

12o pilar: Inovação 43 42 44

“É importante ressaltar que, com a alteração do perfil de desenvolvimento do Brasil, o país passou a ser ponderado de maneira diferente em cada um dos 12 pilares da pesquisa. Isso acabou favorecendo seu posicionamento geral e por grupo de fatores no ranking, retirando peso estatístico dos fatores de pior desempenho do País, como educação básica, infraestrutura rodoviária, eficiência nos gastos públicos e outros, e dando mais ênfase a fatores historicamente positivos como qualidade empresarial, potencial para inovação, qualidade do sistema bancário e financeiro e outros”, comenta Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e de Competitividade da Fundação Dom Cabral.

Segundo Arruda, os ganhos de posição registrados pelo Brasil não estão ligados unicamente às mudanças no nível de renda per capita e na metodologia. “Essa evolução é também um reflexo das mudanças empreendidas pelo país nos últimos anos, em especial no que diz respeito à estabilidade econômica, à inclusão econômica e social e ao consequente crescimento do mercado doméstico”, avalia. Segundo o WEF 2011, esse incremento de cinco posições está muito relacionado ao fortalecimento de alguns fatores competitivos como o Mercado Interno (10ª posição no ranking geral) e a Alta sofisticação do ambiente de negócios (31ª posição), o que vem proporcionando importantes ganhos de escala e de escopo para a economia brasileira. Por outro lado, o Brasil persiste em suas fraquezas competitivas já historicamente apontadas por este e outros relatório de competitividade, como a baixa qualidade da infraestrutura (104ª posição), baixa qualidade do sistema educacional (115ª), rigidez do mercado de trabalho (121ª) e o spread bancário (137ª).

Informações para imprensa:

Leonardo Coelho leonardo.coelho@br.mslworldwide.com 11.3169-9336

Selma Bellini selma.bellini@br.mslworldwide.com 11.3169-9310


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