Alertar a população e o poder público sobre a gravidade do glaucoma e realizar exames preventivos que diagnostiquem precocemente a doença são os objetivos da Campanha Brasil contra o Glaucoma, que será realizada nos dias 22 e 23 de maio, em locais públicos de 11 cidades brasileiras Manaus (AM), Salvador (BA), Brasília (DF), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo, Campinas (SP), e na região do ABC Paulista.
Realizada pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), com apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e do Laboratório Alcon, a campanha vai promover exames gratuitos de medida da pressão intra-ocular e de fundo do olho, para identificar e encaminhar os pacientes para acompanhamento na rede universitária ou em serviços de oftalmologia credenciados pelo SUS.
O público-alvo são pessoas com mais de 45 anos, por ser a idade um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Elas deverão se dirigir aos locais da campanha, portando documento de identidade para a realização dos exames. Senhas serão distribuídas uma hora antes do início dos exames.
O objetivo da campanha é informar a população sobre os perigos do glaucoma e identificar possíveis portadores da doença, explica o presidente da SBG, Roberto Galvão.
O glaucoma, uma doença invisível, cujos sintomas não são percebidos pelo paciente, é caracterizado pela lesão progressiva do nervo óptico, que é responsável por transmitir estímulos luminosos ao cérebro. A doença não apresenta sintomas, impõe a alteração progressiva do campo visual e pode causar cegueira irreversível caso não seja diagnosticada em tempo hábil. Há vários fatores de risco relacionados com o desenvolvimento da doença, sendo o mais freqüente deles o aumento da pressão intra-ocular. Se não for tratada rapidamente, essa elevação da pressão pode ocasionar lesões permanentes nas fibras nervosas que compõem o nervo óptico, levando à cegueira. O tipo mais comum é o glaucoma primário de ângulo aberto, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda causa mais freqüente de cegueira irreversível em todo o mundo.