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Câncer de pulmão é o que mais mata e campanha atende fumantes hoje em shopping de Brasília

Publicado em 30.11.2002 por Agência Brasil

Brasília, 30/11/2002 (Agência Brasil - ABr) - As ações que marcam a semana em que ocorreu o Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, continuam hoje em Brasília. O objetivo é chamar a atenção de toda a sociedade para o assunto. Até às 22h de hoje, no Shopping Pátio Brasil, os visitantes poderão fazer uma avaliação para saber o grau de monóxido de carbono dos seus pulmões e medir o grau de dependência da nicotina. Material didático sobre a prevenção e tratamentos do câncer de pulmão estão sendo distribuídos no local e médicos esclarecem as dúvidas mais freqüentes.

Os Centros de Saúde e hospitais da capital promoveram exposições e palestras sobre a doença ao longo da semana para alertar a população. "Muitas empresas e pessoas participaram das atividades sociais na luta contra o câncer. Houve realmente uma mobilização porque todos têm buscado melhoria na qualidade de vida", comemorou o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o pneumologista Celso Antônio Rodrigues.

O número de casos de câncer cresce no país numa média de 3% ao ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a terceira maior causa de morte no Brasil e registrou 90.359 óbitos só no ano passado. O câncer causa a morte de mais de 4 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo.

Em entrevista exclusiva à Radiobrás, Celso Rodrigues informou que o câncer do pulmão apresentou o maior número de óbitos entre as mortes por câncer na população brasileira em 2001, representando 12,37% do total. A principal causa é o tabagismo, responsável por 90% dos casos. "O combate ao fumo é uma questão de saúde pública, pois o cigarro é responsável por várias manifestações diferentes de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares", disse.

Dados do Inca mostram que a mortalidade por câncer de pulmão entre as mulheres aumentou 122% nos últimos vinte anos. "As mulheres passaram a ter o hábito de fumar e os efeitos estão aparecendo agora", justificou o pneumologista.

Embora o número de fumantes tenha diminuído cerca de 29% para 21% entre 1990 e 2001, o câncer de pulmão evolui lentamente, levando até trinta anos para manifestar os seus sintomas. Assim, os primeiros resultados desta queda de consumo de cigarros só se refletirão em uma queda de mortalidade nos próximos anos, lembrou ele.

Celso Rodrigues comentou que a educação e a prevenção são as formas mais baratas e eficazes para reverter o quadro da doença no Brasil. "Apesar de todos os avanços tecnológicos, a prevenção sempre será o melhor remédio", ressaltou. Segundo ele, todo o investimento feito no país nos últimos dez anos, reduziu os cânceres em apenas 10%. "A luta contra o câncer é contínua e as ações devem ser feitas não apenas no dia de combate a doença, mas pelo resto das nossas vidas", finalizou.

IDM(Adriana Nishiyama)

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