Depois de três dias de realização, termina nesta sexta-feira, 11 de dezembro, em Ilhéus, na Bahia, a última oficina presencial do ano de 2009 organizada dentro do Programa de Capacitação em Projetos Culturais.
O programa é uma iniciativa do Ministério da Cultura, por meio das Secretarias de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e de Políticas Culturais (SPC), por intermédio da Diretoria de Direitos Intelectuais. Nesse trabalho, o MinC tem a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi), do Instituto Itaú Cultural e da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela coordenação pedagógica. As oficinas terão continuidade em várias cidades brasileiras em 2010, e o calendário será posteriormente divulgado.
Professor Roberto Pimenta
Ministrada pelo professor Roberto Pimenta, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV), a oficina foi aberta na cidade baiana pela coordenadora do Programa de Capacitação, Telma Tavares, e pelo presidente da Fundação Cultural de Ilhéus, Mauricio Corso, que ressaltou a importância de se ter projetos mais qualificados.”A nossa região tem um potencial natural, mas falta qualificação, e nisso o Ministério está nos ajudando.”
Telma Tavares
Telma Tavares falou sobre a interiorização do Programa, que em seu primeiro ano de existência, em 2008, passou apenas pelas capitais das regiões Norte e Nordeste. Ela frisou que o trabalho vai beneficiar 36 cidades brasileiras até 2011, muitas delas no interior.
Impressões
O ator e produtor cultural André Freire definiu o curso como uma oportunidade única e recordou as primeiras divulgações do trabalho no portal do MinC. “Na oficina me dei conta de que o curso serve não só para aprender a escrever projetos, pois a maioria já trabalha com isso, mas para aprender a escrever projetos mais viáveis, mais exequíveis.”
André também falou sobre o diferencial da metodologia utilizada na oficina, baseada no Marco Lógico. “Essa ferramenta nos dá subsídios até para trabalharmos não só com uma área especifica, mas também para viabilizarmos projetos em qualquer área cultural. São conhecimentos que dificilmente chegariam até nós, se não fosse essa parceria entre o MinC e as instituições parceiras nesse trabalho”, disse ele.
A participante Nilda Moreno ressaltou a rapidez e a organização que a utilização da ferramenta possibilita. “É como o professor disse: se a ideia estiver complicada, troque-a, pois é sinal de que não serve. É uma forma de simplificar as coisas”, afirmou.
Maior número de inscrições
Em 2009, dentre as cidades onde foram realizadas as oficinas, Ilhéus foi a que teve maior número de inscrições na primeira etapa (808), que corresponde ao curso de nivelamento à distância. Neste, 239 foram aprovados (alcançando 70 pontos ou mais), dos quais 85 foram convocados para a etapa presencial, na qual 71 compareceram.
Nos três dias de desenvolvimento de cada curso, além da parte prática, destacam-se a palestra sobre o desafio de viabilizar projetos culturais, proferida pelo gestor cultural e consultor do Sesi, Rogério Carnasciali, e a aula sobre Direitos Autorais. O programa vai se estender até 2011.
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(Sefic/MinC)