As 60 meninas assistidas pelo projeto Inclusão Digital comemoraram o retorno das atividades na Casa das Meninas, com a inauguração do Laboratório de Informática. O projeto não ficou parado mesmo com a reconstrução da entidade após o incêndio, mas com as novas instalações, o número de adolescentes assistidos será ampliado, podendo chegar a 75 até o final do ano. Atualmente, duas turmas aprendem desde noções básicas como digitação até os programas mais avançados como Excell e Photoshop.
Na inauguração do Laboratório de Informática, estiveram presentes representantes da Casa das Meninas (Júnior Colenci), Fatec, (Beto Colenci), Secretaria da Educação (Secretário Gilberto Borges), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Rotaty Club Botucatu Norte, Neiva/Embraer, Secretaria da Assistência Social, membros da sociedade civil e adolescentes assistidas pela casa, entre outros.
Depois do incêndio sofrido no dia 12 de dezembro de 2004 no último andar da Casa das Meninas, o trabalho de reconstrução foi a prioridade para continuar o atendimento. As adolescentes assistidas pela casa tiveram oportunidade de continuar o projeto em sala cedida pela Secretaria da Educação. Com a inauguração do Laboratório, toda a infra-estrutura da entidade ficará disponível para as adolescentes, inclusive assistência social, psicóloga e acompanhamento para os familiares.
O projeto começou em 2002, com cinco computadores. Com a nova instalação, 15 computadores são usados para as aulas. Os recursos para as aulas de informática provêm da Fatec, Neiva/Embraer (Programa Parceria Social) e prefeitura. Pelo Conselho Municipal do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, o projeto Oficina de Informática e Educação recebeu subvenção de R$ 20 mil. Através do PPS da Neiva/Embraer, o investimento de aproximadamente R$ 30 mil auxiliou na compra de dez computadores.
Para o presidente da Casa das Meninas, Júnior Colenci, a entidade investe cada vez mais na profissionalização das adolescentes. "A inclusão digital é um primeiro caminho e todas terão as atividades de maneira gratuita. A inclusão digital é o primeiro passo da entidade como atividade profissionalizante para as adolescentes mais carentes", fala Júnior Colenci.
O coordenador dos cursos da Fatec, Beto Colenci, diz que as aulas de informática beneficiam tanto as adolescentes assistidas pelo projeto quanto os próprios estudantes da instituição pública. "Para os estudantes da Fatec, é uma oportunidade de contribuir para a comunidade o fato de estudarem em uma instituição pública. As atividades desenvolvidas contam como horas de estágio e como aperfeiçoamento profissional. Para as adolescentes, é uma chance de ter o primeiro contato com a informática e se capacitar para o mercado de trabalho", fala Colenci.
Para a secretária de Assistência Social, Emília Dota, o Fundo do CMDCA tem apoiado os projetos de Botucatu (SP), através de doações de empresas e do próprio orçamento municipal. "Nos dois últimos anos, o Fundo foi ampliado devido ao trabalho do Conselho. Com isso, os projetos como este da Casa das Meninas, que atende adolescentes em situação de vulnerabilidade, é beneficiado", diz a secretária.