Marina Domingos
Repórter da Agência Brasil
Salvador - O vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal, Aser
Cortines, disse nesta terça-feira que o banco estatal está estudando utilizar recursos privados para viabilizar investimentos nas empresas públicas de saneamento básico no Brasil. "O grande desafio que temos, hoje, no país é descobrir como trazer mais dinheiro. Porque o dinheiro que a gente tem não é suficiente para o nível de investimento que a gente precisa", disse ele,
durante o Seminário "Financiando Serviços de Água e Esgotos no Cone Sul: Desafios, Opções e Limitações".
De acordo com Cortines, a Caixa estuda utilizar capital privado de duas formas: oferecendo "modelagem privada" à operação e captando recursos privados externos. O processo de modelagem privada se daria com a contratação de serviços de empresas privadas pelas empresas de saneamento públicas, sendo que o pagamento da empresa privada ficaria a cargo da Caixa. Já a captação de recursos seria realizada diretamente a partir de fundos privados ou bancos privados, inclusive no exterior.
"Estamos estudando essas possibilidades em duas companhias: Cesan (Companhia Espírito Santense de Saneamento) e na Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo)", revelou o vice-presidente.
Segundo ele, em 2004, a Caixa está repassando cerca de R$ 2 bilhões em investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Tesouro Nacional em todo país. Os recursos são repassados de acordo com o orçamento de cada Estado e a prioridade é definida pelo Ministério das Cidades, que analisa as regiões onde há necessidade de mais investimentos.
(Marina Domingos)