O Centro de Integração Empresa-Escola Rio Grande do Sul (CIEE-RS) promoveu hoje, dia 06 de setembro, o seminário Apagão da Mão de Obra no Brasil: a Contribuição da Aprendizagem para a retenção dos talentos das empresas. O evento aconteceu no teatro da UCS e contou com a presença de 150 pessoas.
Entre os presentes estavam a coordenadora geral de franquia social da Fundação Roberto Marinho (FRM), Renata Campante, a coordenadora pedagógica da FRM, Ângela Cruz, e o superintendente Regional de Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul, Heron de Oliveira. Também participaram da mesa redonda o gerente de operações do CIEE, Lucas Balsisseroto, Marcelus Trois, da IBEP Gráfica, e Nelson Branchi, diretor do Centro de Ciências da Administração, representando a Universidade de Caxias do Sul. O jornalista e apresentador do Conta Corrente da Globo News, Sidney Rezende, deu uma palestra sobre o tema "O Apagão da Mão de Obra no Brasil", e cada participante respondeu a uma pergunta sobre o tema. O aspecto mais discutido foi quais seriam as opções que o Brasil tem para amenizar esse problema.
O seminário é uma realização do CIEE-RS e da Fundação Roberto Marinho que, em parceria, desenvolvem o Programa Aprendiz Legal, criado para auxiliar as empresas a cumprirem a Lei do Aprendiz de 10.097/2000. Ela estabelece que todas as empresas de médio e grande porte contenham jovens entre 14 e 24 anos para capacitação. De acordo com a legislação, a cota de aprendizes está fixada entre 5% e 15% por estabelecimento.
Para Lucas Balsseroto, o Programa Aprendiz Legal dá, além de um embasamento no aspecto da cidadania, uma formação mais específica, fazendo com que o jovem entre de maneira consciente no mercado. “Precisamos de eventos como este para que a Lei do Aprendiz seja esclarecida. As empresas também podem perceber que este é um caminho novo e viável para a qualificação de futuros profissionais”, afirmou o gerente de operações do CIEE.
De acordo com Renata Campante, encontros assim dão às empresas públicas e privadas maior conhecimento sobre a Lei do Aprendiz, da qual muitas não têm noção ou sequer sabem da existência. Já o jornalista Sidney Rezende afirmou que empresas públicas e privadas fizeram sugestões e solicitações durante o evento, reivindicando ações práticas e parcerias concretas que qualificassem os aprendizes e os aproximassem do mercado. Ou seja, existe interesse e demanda por parte delas. Segundo ele, a palestra foi centrada no conhecimento como ferramenta indispensável para a qualificação da mão de obra, e na importância de projetos como o Aprendiz Legal. O conhecimento, unido à tecnologia, seria o ponto-chave para a capacitação. “O Aprendiz Legal tem uma função prática essencial por estar em total sintonia com o momento atual do Brasil, que demanda mão de obra qualificada”, disse Rezende.
Contando com incentivos fiscais, os programas de aprendizagem são compostos de duas partes: capacitação prática nas empresas e capacitação teórica na respectiva área de atuação. Essa última é ministrada pela CIEE-RS, por ser uma entidade qualificadora reconhecida e ser responsável pela certificação.
Atualmente, o estado do Rio Grande do Sul é o 7º colocado no ranking de contratação de aprendizes do Ministério do Trabalho e Emprego, com 16 mil jovens em atividade. No Programa Aprendiz Legal, o CIEE-RS possui cerca de 2.700 jovens contratados e parceria com 980 empresas e órgãos públicos.
Natália Vaccari Marques
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