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Colegiado Setorial do Circo

Publicado em 06.05.2009 por Ministério da Cultura

Membros do Colegiado Setorial do Circo

Integrantes do Colegiado Setorial do Circo estiveram reunidos em Brasília, nesta terça-feira, 5 de maio, para finalizarem a primeira versão de um plano nacional para o setor. A elaboração do documento é um desdobramento do Plano Nacional da Cultura (PNC) e deverá contemplar ações e diretrizes que irão regulamentar este segmento cultural. O Colegiado Setorial do Circo faz parte das instâncias de consulta popular do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura (CNPC/MinC).

Entre as propostas aprovadas na votação do documento, destacam-se as feitas pela representante dos artistas circenses, Joelma Costa, de apoio à criação de projetos de estudos que viabilizem o reconhecimento do Circo como patrimônio cultural brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC). Ela propôs, também, a elaboração de uma cartilha oficial contendo a síntese da regulamentação na área das artes circenses, para auxiliar os trabalhadores do setor, no exercício da atividade.

Outros destaques aprovados foram os feitos pelo representante da Região Sudeste no colegiado, o mágico Rossini, sugerindo o estímulo à criação de novos espaços para o Circo na programação da Televisão Pública, e o apresentado pelo representante das Escolas de Circo, Rogério Chagas Sette, de fortalecimento de canais de comunicação com o Ministério da Educação (MEC), na busca de reconhecimento dos saberes tradicionais circenses e suas formas de transmissão, além da regulamentação das escolas de circo.

Coordenador Marcelo Veiga

Marcelo Veiga, representante do Conselho Nacional de Política Cultural, que coordenou os trabalhos da reunião, informou que o documento passa ser analisado, agora, pela equipe técnica do Ministério da Cultura, com vistas à sistematização das informações e posterior elaboração de um caderno de diretrizes, que deverá contribuir na discussão pública da criação do Plano Nacional do Circo.

Além da finalização do texto, os integrantes do Colegiado Setorial também aproveitaram a reunião para tomarem posição sobre o uso de animais nos espetáculos circenses. Eles devem encaminhar a decisão para contribuir com a discussão do tema na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, que está analisando uma proposta de regulamentação desta atividade.

Animais no Circo

O representante dos grupos e trupes circenses, João Carlos Artigas, disse que existe um consenso dentro do colegiado sobre a necessidade de regulamentação do uso de animais nos espetáculos de circo, por tratar-se de uma antiga tradição. Espera que a regulamentação não só melhore as condições de vida desses animais, como dê fim a atual polêmica sobre possíveis maus tratos que estariam sofrendo por parte dos trabalhadores de circo.

Para João Carlos, a principal reivindicação do setor, neste momento, é o reconhecimento das atividades circenses como uma importante forma de arte da Cultura brasileira. Ele considera fundamental uma mudança no olhar sobre o Circo, que possibilite a inclusão dos seus trabalhadores no mesmo contexto cultural dos artistas de Teatro e Cinema. “A gente está completamente invisível. Isto é inacreditável porque, independentemente de uma política de Estado, levamos a nossa atividade aos rincões mais distantes desse país, onde nenhum outro tipo de arte chega”, comentou.

(Texto: Patrícia Saldanha)

(Fotos: Kleber Fragoso)

(Comunicação Social/MinC)



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