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Combate às desigualdades regionais é trabalho "árduo", afirma Ministério da Integração

Publicado em 25.11.2005 por Agência Brasil

Érica Santana

Repórter da Agência Brasil


Brasília Quebrar a concentração econômica das cidades da região centro-sul é um dos principais desafios ao desenvolvimento da região Nordeste e do aumento das oportunidades de emprego e geração de renda da população nordestina. A afirmação é do secretário de políticas de desenvolvimento do Ministério da Integração Nacional, Antônio Galvão.

"Vai ser árdua a igualação de padrões de vida entre as regiões Nordeste e Sudeste. O esforço tem sido enorme, mas é difícil superar as condições normais pelas quais a economia se reproduz", disse o secretário.

Fonte: IBGE. Elaboração: Arte/Abr

Para Galvão, o maior desafio é "enxertar iniciativas" que desenvolvam a região. "O desenvolvimento regional tem um papel decisivo na criação de condições de mudança na organização da sociedade, que é a dotação de infra-estrutura de várias naturezas e um conjunto de iniciativas que instiguem o desenvolvimento ao longo do território regional", afirmou.

O relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2004 (Pnad), divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela as disparidades entre as regiões brasileiras. De acordo o estudo, o rendimento médio mensal de trabalho das pessoas ocupadas na região nordeste é o menor do país. Quando comparado à região Sul, que possui maior rendimento, a diferença chega a 53,1%. Na região Nordeste, 46% da população ganha até um salário mínimo, o maior índice do país.

"O rendimento do trabalho não muda da noite para o dia como o nível da renda domiciliar das pessoas. Essa mudança é mais lenta. Pode-se até mudar o Produto Interno Bruto (PIB) de uma região fazendo um investimento pesado, mas fazer com que esse resultado econômico se distribua entre as pessoas e que essa renda permaneça com uma parcela maior da população certamente tomará tempo", afirmou Antônio Galvão.

O secretário lembra que muitas cidades do interior nordestino sobrevivem apenas com repasses da previdência social e que por isso "não têm fonte de renda capaz de propiciar melhoria continua da qualidade de vida da população".(Érica Santana)


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