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Conheça o motor Renault RS27 e os carros que ele equipará na temporada 2012 da Fórmula 1

Publicado em 08.02.2012 por Maxpress

O motor Renault RS27 é utilizado na Fórmula 1 desde a temporada de 2007. Este propulsor é um V8, atmosférico, capaz de desenvolver uma potência máxima de aproximadamente 750 cavalos.

O RS27 foi reconhecido como um dos mais confiáveis motores do grid de 2011, sendo capaz de percorrer mais de 3.000 km, com uma perda mínima de potência entre o início e o final de sua vida útil.

Especificações do motor

· Denominação: RS27-2012

· Configuração: 2.4 litros V8

· Número de cilindros: 8

· Número de válvulas: 32

· Cilindrada: 2.400 cc

· Peso: 95 kg

· Ângulo do V: 90°

· Rotação máxima: 18.000 rpm

· Combustível: TOTAL

· leo: TOTAL

· Potência: >750 cavalos

· Velas: descarga semi-superficial

· Ignição: indutiva de alta energia

· Pistões: liga de alumínio

· Bloco do motor: liga de alumínio

· Virabrequim: liga de aço nitrado com contrapeso em liga de tungstênio

· Bielas: liga de titânio

Regulamento de motores para 2012

Configurado a 90°, limitado a 18.000 rpm e 96 kg, o motor V8 atmosférico foi implementado desde o início da temporada de 2007 com uma especificação fixa. Entretanto, são permitidas modificações a fim de melhorar sua integração com o chassi, resolver problemas de confiabilidade ou ainda por razões “justas e imparciais”.

O KERS (Kinetic Energy Recovery System - Sistema de Recuperação de Energia Cinética) está autorizado, mas não é obrigatório. Uma unidade do KERS, completamente carregada, pode fornecer 400 kJ de energia, proporcionando uma potência máxima equivalente a 60 kW, o que permite um ganho de potência de aproximadamente 80 cavalos durante seis a sete segundos por volta.

Cada piloto terá direito a oito motores ao longo desta temporada, e isso mesmo com o novo calendário de 20 provas, ou seja, uma a menos que em 2011.

O torque do motor só pode ser gerado pelo uso normal do acelerador pelo piloto e não por um mapeamento do motor ou pontos específicos pré-programados no curso do pedal do acelerador.

Esta “programação do pedal do acelerador” só pode ser utilizada para afinar o equilíbrio do tipo de pneus instalado no carro, o que significa que as únicas mudanças autorizadas serão definidas pelos parâmetros “seco” ou “molhado”.

Para que o motor seja utilizado da forma mais eficaz possível, neste ano, a aspiração adicional está proibida.

O controle do motor não deve ser influenciado pela posição da embreagem, ou de um movimento ou da colocação em funcionamento.

O regime de controle da marcha lenta não pode ultrapassar 5.000 rpm.

A ignição, a alimentação e o acelerador não podem ser utilizados para controlar artificialmente a velocidade do motor ou modificar sua reatividade em uma faixa de rotação superior a 1.000 rpm abaixo da rotação máxima.

Os sistemas de escapamento não podem comportar mais de duas saídas, compostas cada uma de um tubo de escape voltado para a traseira, através do qual todos os gases de escapamento devem passar.

O motor deve ser utilizado em modo de 8 ou 4 cilindros. Nenhuma outra utilização está autorizada.

Sobre os parceiros da Renault para a temporada 2012 da Fórmula 1

Red Bull Racing

Chassi: RB8

Pilotos: Sebastian Vettel e Mark Webber

A parceria Red Bull Racing-Renault foi iniciada em 2007 e já se tornou uma das parcerias de motor e chassi mais bem-sucedidas da história do campeonato, contando até hoje com 27 vitórias, 38 pole positions e o bicampeonato dos Mundiais de Pilotos e Construtores, nos anos de 2010 e 2011. Durante o Grande Prêmio da Itália de 2011, a Red Bull Racing e a Renault Sport F1 anunciaram a renovação de sua parceria por cinco anos. As duas equipes trabalharão juntas, pelo menos, até o final da temporada de 2016, com a criação de uma joint venture técnica destinada a trabalhar em conjunto, visando as novas regras de motores que deverão ser adotadas a partir de 2014.

Equipe Lotus de F1

Chassi: E20

Pilotos: Kimi Raikkonen e Romain Grosjean

A Renault vem realizando um trabalho conjunto e de longa duração com a equipe de Enstone. Este relacionamento começou em 1995, quando a Renault forneceu motores para a equipe Benetton, pilotada na época por Michael Schumacher. Desde o primeiro ano da parceria, Schumacher levou o título de Pilotos e a equipe levou o de Construtores. Após sua saída como fornecedora oficial de motores, ao final de 1997, a Renault voltou a contar com uma equipe própria, ao assumir o controle da Benetton, em 2002, e criando a Renault F1 Team. A fábrica situada em Enstone se tornou a base operacional no Reino Unido para chassis, enquanto que a unidade fabril de Viry-Châtillon, na França, se manteve como artéria principal das atividades de motor. Sob a coordenação da Renault, a equipe voltou com força total com Fernando Alonso, que conquistou os títulos mundiais de 2005 e 2006. A decisão de focar suas atividades na F1 no fornecimento de motores levou a Renault a vender uma participação minoritária para a Genii Capital, em 2009, antes de ceder o resto de suas participações, ao final de 2010, ao grupo Genni Capital, sediado em Luxemburgo.

Equipe Williams de F1

Chassi: FW34

Pilotos: Pastor Maldonado e Bruno Senna

O ano de 2012 marca o retorno da histórica parceria Williams-Renault no grid. As duas começaram o seu relacionamento em 1989, com um sucesso imediato. Logo de início, Nigel Mansell garantiu os dois títulos da parceria, dominando a temporada de 1992, que Alain Prost manteve com o título de 1993. Damon Hill e Jacques Villeneuve conquistaram, respectivamente, os títulos de Pilotos, em 1996 e 1997, enquanto que os campeonatos de construtores foram conquistados em 1994, 1996 e 1997, antes da saída da Renault da F1. Durante os nove anos de existência, a parceria Williams-Renault conquistou 63 vitórias, quatro títulos de Pilotos e cinco de Construtores.

Equipe Caterham de F1

Chassi: CT01

Pilotos: Heikki Kovalainen e Jarno Trulli

A equipe anglo-malaia começou sua segunda temporada na F1 em 2011, equipada com o motor Renault RS27. Durante todo o ano, a parceria foi reforçada e a equipe evoluiu bastante em termos de performance. A partir deste ano, quando os carros da equipe estarão equipados com o KERS - desenvolvido em conjunto pela Red Bull-Renault -, esta parceria dará ainda mais frutos para as duas empresas.


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