Foto: Gui Guimarães
Bolsa premiada na Feira Tendence, da Alemanha
Uma bolsa criada por artesãs da cooperativa Futurarte da Instituição Social Ramacrisna, localizada na região rural de Betim (MG), acaba de ser premiada no concurso de design FORM 2007 da Feira Tendence Lifestyle 2007 realizada em Frankfurt, na Alemanha. "Este é o primeiro prêmio para o grupo Futurarte. O pessoal aqui está superfeliz", diz Solange Bottaro, superintendente da Ramacrisna. "Para as mulheres que participam da cooperativa, este prêmio tem um valor muito grande. É um grande reconhecimento que traz valorização", explica a superintendente.
A bolsa vencedora - feita em formato de carteira, com matéria prima de jornal e tecido de chita - foi escolhida pelo júri por atender a requisitos como solução inovadora de criação, tratamento adequado dos produtos, funcionalidade e concepção convincente. A peça foi escolhida entre 117 concorrentes de 16 países, e é um dos 94 objetos premiados. A partir desta sexta-feira, 24, até a próxima terça-feira, 28, a bolsa está exposta na galeria da feira, em Frankfurt, juntamente com os outros produtos premiados.
Ao lado da Ramacrisna, 16 outros brasileiros estão presentes na feira de Frankfurt. Os artesãos brasileiros são apoiados pelo Instituto Centro Cape, fundado em 1993 como instituição privada. A organização preocupa-se com a fabricação de produtos que respeitem o meio ambiente e participa neste ano pela quinta vez da feira Tendence Lifestyle, com o amparo da Apex Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos). Com 3.100 expositores de 78 países, a Feira Tendence Lifestyle apresenta as novidades mundiais em acessórios para casa, cozinha, decoração e presentes.
A bolsa premiada no concurso de design FORM 2007 da Feira Tendence Lifestyle 2007 realizada em Frankfurt, na Alemanha, foi criada e confeccionada por cooperados da Futurarte, projeto de geração de renda da instituição social Ramacrisna que tem o patrocínio da Petrobras. Atualmente, o projeto atende a 30 pessoas em situação de risco da região rural de Betim (MG), a maioria mulheres maduras, com baixo nível de instrução, que, depois de terem filhos encontram grandes dificuldades de voltar ao mercado de trabalho regular.
A cooperativa começou a funcionar em 2005 atendendo, num primeiro momento, 20 jovens em situação de risco social e pessoal da comunidade que chegavam a adolescência sem perspectiva do que iriam fazer no futuro, tanto em relação aos estudos, quanto à vida profissional. Em 2006, durante o segundo ano de funcionamento do projeto, a Ramacrisna inaugurou, também com o apoio da Petrobras, uma sede exclusiva para a Cooperativa, com 360 metros quadrados, e ampliou a ação para o atendimento das mulheres-mães da região. O sucesso do projeto foi tamanho no primeiro ano que em 2006 abrimos para que as mães da comunidade fossem beneficiadas também com esse recurso para que possam trilhar seus caminhos com a cabeça erguida., afirma Solange Bottaro, superintendente da Ramacrisna.
O projeto, além de trazer de volta a auto-estima do grupo, gera renda que beneficia tanto os cooperados quanto suas famílias, totalizando o apoio direto e indireto a cerca de 140 pessoas da região. Atualmente, os cooperados recebem, em média, R$ 450,00 por mês com a comercialização das peças produzidas na Futurarte, que são vendidas nas lojas do Grupo Pão de Açúcar de São Paulo por meio do projeto Caras do Brasil, em eventos como a Feira Nacional de Artesanato e Unilar (MG) e na Feira da Providência (RJ), e também através de encomendas de empresas (como brindes sociais) e particulares. Os produtos são comercializados, também, em lojas nos EUA e Europa.
Uma característica marcante dos produtos da Futurarte é utilização de matéria prima reaproveitável como o jornal, por exemplo. Na Futurarte, o que era notícia se transforma em arte através de peças como bolsas, sousplas, bandejas, relógios, pastas, entre outros. Através do uso do tear mineiro, artesãos produzem peças usando como base um produ