Criado pelo Governo Federal em 2009, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC) visa ampliar a participação em programas de cooperação internacional em 2012.
“São iniciativas que permitirão promover o intercâmbio de conhecimento e de experiências entre nossas instituições e os mais conceituados centros de pesquisa no mundo sobre temas tecnológicos de destaque”, explicou o coordenador de Projetos do CTIC, Christian Miziara.
A meta já começou a ser trilhada no segundo semestre de 2011, com participação do Centro na Rodada de Negociações com representantes de instituições de Ensino e Pesquisa do Chile, com o intuito de firmar acordos de cooperação técnica na área de TV Digital. Ainda em 2011, o CTIC organizou o IV Diálogo Brasil União Europeia, sobre Sociedade da Informação no Palácio do Itamaraty, em Brasília, que teve como objetivo definir temas para futuros programas conjuntos de cooperação técnica.
Além disso, o ano de 2011 marcou o início das atividades de coordenação da Rede de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação no âmbito do Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), organização operada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) com o intuito de articular e aproximar a comunidade científica e tecnológica das empresas brasileiras. Essa rede conta atualmente com 30 instituições de pesquisa, aptas a gerar e transformar conhecimentos em produtos, processos e protótipos com viabilidade comercial.
“A Rede de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação será um importante instrumento para realizar projetos de desenvolvimento tecnológico em produtos e processos nas áreas de hardware e software para atendimento às demandas das empresas do setor de TIC”, esclareceu o coordenador Christian Miziara.
Por fim, no último ano, foram encerrados os primeiros projetos fomentados pelo CTIC, que tinham como tema a TV Digital. Ao longo de 2012, serão coordenados trabalhos referentes a Cidades Inteligentes, produção de conteúdo para TV Digital, Computação em Nuvem e Virtualização de Redes e Serviços. As participações do CTIC em eventos e programas de cooperação internacional estão sendo definidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
* Conheça os projetos fomentados pelo CTIC em: http://www.ctic.rnp.br/projetos.php
SOBRE O CTIC:
O CTIC dá suporte administrativo e técnico ao Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (ProTIC). Atualmente, o Centro tem a RNP como sua incubadora.
Criado pelo Decreto n.° 6.868, de 4 de junho de 2009, o ProTIC visa incentivar, apoiar, coordenar e avaliar atividades e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovações na área de tecnologias digitais de informação e comunicação. Também tem como objetivo incentivar ações voltadas para a formação de recursos humanos, bem como promover eventos técnico-científicos e programas de cooperações internacionais relacionados a esse tema.
O Grupo Gestor do ProTIC é formado por representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Ministério das Comunicações (MC); Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Casa Civil da Presidência da República; e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
SOBRE A RNP:
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é uma Organização Social (OS), mantida pelos ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI); da Educação (MEC) e da Cultura (MinC) para promover o desenvolvimento tecnológico através de sua rede óptica nacional de alta capacidade que garante o suporte à pesquisa brasileira e propicia a integração de todo o sistema de pesquisa e ensino superior no país. A RNP está presente em todos os estados brasileiros, integrando mais de 800 instituições de ensino e pesquisa conectadas, beneficiando 3,5 milhões de usuários através da rede Ipê. O objetivo da RNP é melhorar a infraestrutura de redes em níveis nacional, metropolit ano e local (redes de campus); atender, com aplicações e serviços inovadores, as demandas de comunidades específicas (telemedicina, biodiversidade, astronomia etc.); e promover a capacitação em tecnologias da informação e comunicação (TIC).