O governo federal abriu inscrições para preencher 81.870 vagas do ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. A iniciativa dá oportunidade a desempregados de concluírem o ensino fundamental e aprenderem uma profissão. Os estudantes que freqüentam mais de 75% das aulas recebem uma bolsa auxílio de R$ 100.
Os interessados podem se inscrever até 27 de julho, pelo telefone 0800 722-7777. Os cursos vão começar em setembro e duram um ano. Desde o início do projeto, em 2005, foram formados mais de 176 mil jovens. O programa é desenvolvido pelo governo federal em parceria com as prefeituras e tem apoio do PNUD.
O curso é voltado para pessoas de 18 a 24 anos, sem vínculo empregatício e que têm ginasial incompleto (terminaram a 4ª série do ensino fundamental, mas não concluíram a 8ª). Os jovens têm aulas das disciplinas do ensino fundamental, de inglês e de informática básica. Também fazem um curso de qualificação profissional, em áreas como administração, agroextrativismo, arte e cultura, saúde e turismo. Cada município escolhe os cursos que serão oferecidos o objetivo é que eles se encaixem no perfil econômico da região.
Os estudantes também desenvolvem ações comunitárias. Nos seis primeiros meses de curso, eles identificam as carências do município, propõem alternativas e estruturam um projeto. No segundo semestre, implantam as ações, que geralmente estão ligadas à área de qualificação profissional, para que a experiência seja equivalente a um estágio.
As turmas são formadas por, no máximo, 30 alunos. Cada cinco turmas formam um núcleo e cada oito núcleos uma Estação da Juventude, que funciona como um ponto de encontro dos participantes, onde são realizadas atividades culturais como exposições, mostras de filmes e debates.
O objetivo principal do programa não é o emprego, mas abrir a perspectiva dos jovens para a formação educacional, afirma a coordenadora nacional do programa, Maria José Feres. Porém, a inclusão no mercado de trabalho é importante, pois cerca de 60% deles são chefes de família. Como 83% dos participantes nunca tiveram qualificação profissional, o programa os ajuda a conseguir uma vaga.
A maioria dos estudantes que conclui o curso continua estudando, segundo a coordenadora. Em geral, eles fazem cursos técnicos nos centros federais de educação tecnológica ou cursam o ensino médio. Alguns iniciaram o ensino superior.