Diante da necessidade urgente de um desenvolvimento inclusivo e sustentável do planeta, o 32° Relatório do Banco Mundial sobre Desenvolvimento Mundial de 2010 - 'Desenvolvimento e mudança climática, publicado no Brasil pela Editora Unesp, combina a experiência de uma instituição que trabalha em cooperação com países de todos os continentes com avançadas pesquisas acadêmicas para analisar e apresentar propostas concretas diante as mudanças ambientais. Trata-se de um amplo exame dos meios pelos quais o redirecionamento de políticas públicas pode ajudar no combate aos novos riscos ambientais.
Com base nas interconexões entre as disciplinas de economia do desenvolvimento, ciência, energia, tecnologia, finanças e regimes internacionais efetivos e governança, a obra apresenta iniciativas de financiamento para ajudar os países a lidar com a situação ambiental e mecanismos de incentivo a ações presentes que tragam resultados futuros. Também mostra como integrar as realidades de desenvolvimento no contexto da política internacional em acordos, ou seja, instrumentos para gerar economia de carbono e medidas para promover a inovação e difusão de novas tecnologias.
Ao trazer dados em tabelas, quadros, mapas e indicadores, o Relatório sobre o 'Desenvolvimento Mundial' trabalha com a ideia de sustentabilidade e pensamento verde em cada indivíduo, dinamizando ações que resolvam os problemas gerados pela mudança climática. Reforça assim a imagem de um mundo inteligente com relação ao clima, que só será alcançado se todos agirem agora, juntos e de modo diferente. Isto porque nenhum país está imune às alterações climáticas e nem é capaz de enfrentar, sozinho, os desafios que surgirem ao longo dos anos, já que isso envolve decisões políticas, mudanças tecnológicas e conseqüências de grande abrangência.
A preocupação central são os países em desenvolvimento, que devem absorver de 75% a 80% dos custos relacionados a danos causados pelas mudanças climáticas. Tendo a perspectiva de que a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável continuam a ser prioridades globais, o relatório destaca que são justamente os países em desenvolvimento que mais dependem diretamente dos recursos naturais sensíveis ao clima para gerar renda e bem-estar, além de serem os que mais carecem de capacidade técnica e financeira para gerenciar o risco climático. Riscos que prejudicam não só os ganhos conquistados como também as perspectivas de desenvolvimento, tornando ainda mais difícil que se alcance as Metas de Desenvolvimento do Milênio.