Brasília - O novo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, assumiu hoje (31) o órgão ambiental e listou a regularização fundiária e a criação de alternativas econômicas sustentáveis dentro das unidades de conservação (UCs) como prioridades de sua gestão.
Criado em maio de 2007, após a divisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o ICMBio vinha sendo comandado por presidentes interinos. O órgão é responsável pela administração e gestão das 299 unidades de conservação federais.
Mello, funcionário público de carreira e ex-presidente do Ibama,
defendeu a cooperação entre os dois órgãos.
A necessidade de conciliar a atividade econômica e a preservação
ambiental dentro das UCs foi apontada por ele como um dos maiores
desafios do ICMBio.
“Temos
cerca de 40 mil famílias que habitam as reservas
extrativistas, as florestas nacionais, que são unidades de uso
sustentável. Temos uma obrigação, que é
criar condições para que essas famílias
sobrevivam de forma digna, tenham qualidade de vida e demonstrem para
a sociedade brasileira que é possível a associação
homem-natureza de forma a preservar o meio ambiente”, disse Mello.
O
presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, afirmou que a criação
do Chico Mendes “desafogou” o Ibama e defendeu o trabalho em
parceria entre as duas instituições. “O Chico Mendes
ficou com as unidades de conservação, a parte mais
bonita; para nós ficaram os licenciamentos, os criminosos
ambientais, o desmatamento”, brincou.
Mello apontou ainda a necessidade de reduzir a lista de espécies
ameaçadas de extinção 600 atualmente e
de abertura das unidades de conservação para
pesquisadores como metas de sua gestão. “Seremos a maior
instituição de pesquisa do mundo, não por termos
mais pesquisadores ou mais dinheiro, mas por colocarmos as unidades de
conservação à disposição dos
pesquisadores. A gente só conserva o que a gente conhece”,
comentou.
Durante
o discurso, Mello prometeu ampliar o número de servidores nas
299 unidades de conservação federais. Na última quarta-feira (23), o Ministério do
Planejamento autorizou a realização de concurso público
para contratação de 400 técnicos para o ICMBio e
Ibama.