Brasília - Em
agosto, a Amazônia perdeu 125 quilômetros quadrados (km²) de
floresta em áreas em que as derrubadas não deveriam acontecer. De acordo com os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento
(SAD), divulgados hoje (14) pelo Instituto do Homem e do Meio
Ambiente da Amazônia (Imazon), dos 273 km² de desmate
registrados em agosto, 48% ocorreram em unidades de conservação
ou terras indígenas, consideradas áreas protegidas.
As
unidades de conservação mais atingidas estão no
Pará, na Área de Proteção Ambiental
(APA) Triunfo do Xingu e nas Florestas Nacionais do Jamanxim e de Altamira.
As áreas ficam na região de influência da BR-163,
da Rodovia Transamazônica e na Terra do Meio, um conjunto de
unidades de conservação pressionado pelo avanço
da pecuária.
O Pará
se manteve na liderança do desmatamento, com 209 km² de
florestas a menos em agosto, 76% do total registrado pelo Imazon no
período. Mato Grosso aparece em seguida, com 22 km² de
desmate (8% do total) e em terceiro lugar está o Amazonas, com
6 km² de novas áreas derrubadas (6% do total).
Em
relação a agosto de 2008, quando o Imazon verificou 102
km² de desmatamento, houve aumento de 167%. No entanto, o
levantamento aponta que parte do desmate registrado em agosto deste
ano pode ter ocorrido nos meses anteriores, quando a cobertura de
nuvens impedia a visualização dos satélites.
O
levantamento do Imazon é paralelo à estimativa oficial,
.