Nesta terça-feira (10 de outubro), é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental. Historicamente associada ao sofrimento, à insanidade e à loucura, a saúde mental encontra-se, hoje, muito distante dos tempos em que a única forma de tratamento era o internamento em asilos e hospícios e técnicas como o eletrochoque eram usuais. Para mostrar esta nova face da saúde mental, o Hospital Nossa Senhora da Luz promove hoje, das 13h30 às 17h30, uma série de atividades alusivas ao Dia Mundial da Saúde Mental.
No Hall do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da PUCPR, será realizada a exposição Memórias da Psiquiatria, que mostrará fotos e equipamentos que eram utilizados nos hospícios, como o eletro-choque e as camisas de força. Já no Auditório Carlos Ferreira da Costa, pacientes de seis instituições de saúde mental de Curitiba apresentarão peças de teatro de fantoches, capoeira, música e poesia.
A atividade faz parte da programação do Fórum Permanente de Reintegração Social em Saúde Mental do Hospital Nossa Senhora da Luz. Para o médico psiquiatra e diretor do Hospital Nossa Senhora da Luz, Dagoberto Hungria Requião, atividades como essas inserem a discussão sobre a saúde mental na sociedade e quebram o preconceito da população. O grande desafio da saúde mental é fazer com que as pessoas busquem a avaliação médica antes do agravamento do quadro, o que não acontece pelo preconceito e pelo medo de serem classificados como loucos, explica.
Requião reforça que, com o avanço da biologia molecular, descobriu-se que toda patologia psiquiátrica pode ser evitada. Com isso, a saúde mental voltou-se muito mais para a prevenção dos distúrbios mentais, por meio de terapia, participação em grupos de auto-ajuda, tratamento farmacológico e atendimento ambulatorial, sendo o internamento a última opção.