A Casa Apis, a Cocajupi, a Cooperacaju e a CoopCerrado são os empreendimentos solidários que recebem investimentos sociais da Fundação Banco do Brasil e participam, entre os dias 26 e 30 de novembro, no Rio de Janeiro/RJ, da V Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. Ligadas à produção de mel e ao beneficiamento de castanhas de caju e de baru, as iniciativas comprovam a viabilidade da economia solidária na geração de trabalho e renda no país. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o evento será realizado na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, com o tema o Brasil Rural Contemporâneo. A Fundação Banco do Brasil também montará uma unidade demonstrativa do projeto de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais), que envolve técnicas simples de produção agrícola, reunindo, no mesmo local, criação de aves, compostagem, produção orgânica de hortaliças, agrofloresta e irrigação por gravidade.
Outra ação de incentivo à agricultura sustentável será a circulação de um carrinho adaptado para a fritura de castanhas de caju, que ficará sob responsabilidade da Cocajupi. O carrinho é uma inovação que a gente considera um diferencial na estratégia de divulgação da marca e do produto da cooperativa, diz o assessor da entidade, Ruy Brito. É uma excelente oportunidade para que a economia solidária mostre seus resultados e sua força a todo o Brasil. Para os grupos que recebem investimentos sociais da Fundação BB, significa o reconhecimento de seus esforços e a oportunidade de aumentar os negócios, diz o presidente da Fundação BB, Jacques Pena.
A V Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária reunirá mais de dez mil produtos distribuídos em 464 estandes, organizados por associações, cooperativas, comunidades, estados e territórios rurais.
A Coopcerrado (Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado), instalada no estande de número 15, na área destinada ao estado de Goiás, é uma cooperativa mista, criada em 2003, que reúne 1.308 cooperados de Goiás, Minas Gerais e Bahia e busca a preservação do cerrado.
A Cooperacaju (Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia), instalada na Praça da Biodiversidade, foi criada em 2005 e reúne 364 associados de 21 municípios do nordeste da Bahia. A sede da entidade fica na cidade de Ribeira do Pombal. A cooperativa trabalha na perspectiva de construir sete unidades e uma central de beneficiamento de castanha de caju. A primeira delas foi inaugurada este ano, em Cícero Dantas/BA. Atualmente, em período de entressafra, tem operado com 50% de sua capacidade, processando 500kg de castanha/mês.
A Cocajupi (Central de Cooperativas de Cajucultores do Piauí), instalada no estande 33, destinado aos produtos do Piauí, foi constituída em 2005. A cooperativa está localizada em Picos/PI e reúne 485 famílias de produtores de Vida Nova, Campo Grande, Monselhor Hipólito, Francisco Santos, Jaicós, Ipiranga, Itaiponopolis, Altos e Pio IX. Atua no segmento da produção, industrialização e comercialização dos produtos de caju e derivados para organizar e fortalecer a cadeia produtiva, buscando incorporar o lucro aos ganhos dos agricultores familiares, até então apropriado por intermediários e indústrias de castanhas.
A Casa Apis (Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro), instalada no estande 34, ao lado da Cocajupi, foi inaugurada em 2007, em Picos/PI e reúne dez cooperativas do Estado e também do Ceará. O complexo é constituído por uma indústria de beneficiamento de mel e um centro tecnológico com laboratório para análise e desenvolvimento de outros produtos da abelha, como pólen, própolis e geléia real. No total, 1,6 mil famílias de 32 municípios de ambos os estados estão ligadas à Casa Apis e outras 8 mil participam indiretamente do projeto.
Apesar de ainda não atuar no mercado interno na venda do mel fracionado, a Casa Apis exportou, em 2008, cerca de 400 toneladas do produto para os Estados Unidos, o que significa faturamento de mais de US$ 500 mil. A entidade ocupa a 21ª posição no ranking de exportação de mel no Estado.