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Empresas Buscam Fortalecer Imagem com Brindes Sustentáveis

Publicado em 19.01.2012 por Pauta Social

Hoje, uma nova forma de presentear clientes, parceiros e colaboradores, está cada vez mais ativa em empresas que têm foco na responsabilidade socioambiental. Essas empresas têm adequado a tradição de distribuir brindes ao ato socialmente responsável, investindo na compra de produtos desenvolvidos artesanalmente em instituições sociais.

Para Solange Bottaro, superintendente da organização social Ramacrisna, essa maior procura por brindes sustentáveis deve-se ao fato de "as empresas, sobretudo, as grandes empresas, se preocuparem com as questões ambientais, por acreditar que dessa maneira contribuem para a sociedade, além de consolidarem a imagem da empresa perante o público consumidor".

Em 2004, a Ramacrisna fundou a Cooperativa Futurarte, que ao longo dos últimos anos, tem ganhado reconhecimento notório como o certificado IQS por fornecer artesanato com qualidade, além de prêmios conquistados no Brasil e exterior, como o Prêmio Soluções Inovadoras - recebido em Frankfurt durante uma feira com participantes de 42 países. Além da Alemanha, também já importaram produtos da Futurarte: Canadá, Estados Unidos, França, Portugal e Espanha, este último que acaba de importar mais de 2000 produtos da cooperativa mineira.

A cartela de produtos da Futurarte é bastante diversificada e são produzidos desde pasta e kits de escritório até bolsas, porta-retratos, nécessaire, sousplás, bijouterias, peças em cerâmica, jornais, sacos de cimento, banner e em algodão tecidas em tear mineiro (www.cooperativafuturarte.com.br). O interessante desses produtos é que todos são criados e produzidos por um grupo de cooperadas formado por 23 mulheres entre 18 e 60 anos em situação de risco social, moradores aqui da região rural de Betim", conta Solange Bottaro, que explica que a compra de brindes sociais por empresas ajuda a cooperativa Futurarte a gerar renda. "Atualmente, os cooperados recebem, em média, cerca de R$ 645,00 por mês com a venda do que produzem.

Anualmente, a Futurarte tem o faturamento de mais de R$ 160 mil", explica Solange. "O interessante é que sempre recebemos o retorno das empresas que contratam os brindes, dizendo que seus parceiros e clientes ficaram encantados com o produto que desenvolvemos e com a qualidade que imprimimos neles. Acho que na verdade, o que encanta as pessoas é, além de serem lembradas e receberem um agrado, saber que a compra daquele artigo contribui para uma mudança social, para a geração de uma oportunidade de trabalho e de dignidade para um grupo menos favorecido", completa a superintendente.

Solange Bottaro destaca que atualmente, materiais com boa saída são os banners (ecobags) e produtos feitos à base de sacos de cimento (flores, carteiras, bolsas). 

"Esses materiais têm decomposição muito lenta, e reaproveitá-los, tem se tornado uma prática corriqueira no Brasil", esclarece. Segundo a superintendente, a Futurarte aumentou a venda dos brindes sustentáveis em 43% de 2010 para 2011 e em termos de exportação o crescimento foi de 20% no mesmo período. Para Solange, além da capacidade manual do povo brasileiro, outro fator que incentiva a exportação é a isenção de impostos para artigos artesanais. A superintendente ainda completa: "com a realização de grandes eventos esportivos no Brasil, a expectativa é de aumentar ainda mais as vendas da Futurarte. Junto com o SEBRAE, estamos trabalhando com brindes que serão vendidos e oferecidos na época da Copa do Mundo 2014, tudo focado no ambientalmente correto. Com certeza, a realização de grandes eventos esportivos no Brasil vai contribuir para o crescimento das cooperativas que investem em brindes sustentáveis", finaliza. 

Sobre a Ramacrisna

A Ramacrisna é uma organização social, sem fins econômicos, sem vínculos religiosos ou partidários, fundada em 1959 pelo Prof. Arlindo Corrêa da Silva, brasileiro, falecido em 1993, composta por um Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e dirigida por uma Diretoria Executiva.

Tem por objetivo promover a assistência social, educação, profissionalização, cultura, conscientização ecológica, lazer e esportes a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, moradores em bairros de periferia e zona rural da cidade de Betim. Paralelo a esse trabalho, atua junto às famílias, conscientizando-as de suas responsabilidades para com a educação e preparação dos filhos para a vida.

Em meados da década de 50, o Prof. Arlindo já se preocupava com o futuro da criança pobre, percebendo a Educação como o melhor caminho para se prevenir problemas sociais, tais como marginalidade, abandono e violência. Idealista, iniciou o trabalho em Belo Horizonte, levando meninos de rua para sua própria casa. Logo passou a buscar outro local, pois o espaço tornou-se insuficiente. Motivado pela facilidade de encontrar imóveis mais baratos, partiu para Betim, cidade distante 50 km de Belo Horizonte. Com a participação de amigos comprou alguns lotes e em 1960 iniciou a construção dos prédios.

Em 1963 inaugurou o primeiro prédio e no ano seguinte o segundo e funcionou como internato até o ano de 1992. A partir daí passou a assistir à população dos bairros vizinhos já bastante populosos e inexistentes quando da chegada da Ramacrisna à região.

Em 52 anos, mais de 31.000 pessoas tiveram suas vidas transformadas pelas ações da Ramacrisna. Anualmente, atende em sua sede, 2.950 pessoas em situação de vulnerabilidade social, de 6 a 80 anos, moradores em bairros de periferia da cidade de Betim, priorizando os moradores da regional de Vianópolis, periferia em área rural da cidade em ações de arte, cultura, educação, esportes, profissionalização, geração de trabalho e renda.e através de convênios com a administração municipal atende a 317.196 pessoas em todos os bairros da cidade em ações de saúde preventiva e alimentação de qualidade a baixo custo.

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