Enviar

Enquanto Chile prospera, Equador tem um dos piores índices sociais da América Latina

Publicado em 22.08.2004 por Agência Brasil

Daniel Dutra

Repórter da Agência Brasil


Brasília - Os dois países que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar na próxima semana vivem momentos políticos distintos. Enquanto o Chile está com a situação econômica estabilizada e uma balança comercial positiva, o Equador apresenta economia frágil e tem um dos piores índices sociais da América Latina.

Cerca de 60% do Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas do país) do Chile vem de exportações de produtos agrícolas. Apesar do número excepcional, o país está atrasado industrialmente. "É um modelo de um pequeno país proletário, que funciona na mediocridade. Um país não pode se desenvolver se não for industrializado. O país encontrou uma estabilidade que fez inveja a outros países, mas no meu entender é um antimodelo, ou seja, é aquilo que não se deve fazer", afirma o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Amado Cervo.

Segundo o professor, o Equador tem uma das economias mais frágeis da América Latina. Para Cervo, a situação se agravou em junho de 2000, quando o então presidente Jamil Mahuad determinou que o Banco Central trocasse a moeda nacional pelo dólar. "Foi uma tragédia. Houve inflação de quase 100%. O Equador se tornou um dos países mais miseráveis do mundo porque não tinha condições de exportar". Em janeiro de 2003, o candidato das Forças Populares Equatorianas, Lucio Gutiérrez, assumiu o governo prometendo acabar com a instabilidade. Entretanto, o país ainda sofre: a inflação está batendo na casa dos 96% e o índice de desemprego chega aos 10%.

(Daniel Dutra)


Reprodução do conteúdo

Esta página foi publicada originalmente por Agência Brasil em 22.08.2004 e pode ser reproduzida livremente. Para isso, cite sempre sua fonte original e, se possível, coloque um link para o agregario.com.
Quem SomosPolítica de Privacidade