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Entrevista

Publicado em 23.07.2010 por Ministério da Cultura

Entrevista com três jovens de diferentes nacionalidades, integrantes do Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial da Unesco, que este ano está sendo realizado no Brasil e coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC).

Os estudantes foram selecionados em um concurso de projetos sobre o Patrimônio Mundial realizado pelo Iphan, na Internet, juntamente com outros 42 jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, procedentes de vários países latino-americanos.

Eles estão percorrendo o país em visita a quatro sítios registrados na lista dos bens da humanidade - Parque Nacional do Iguaçu (PR), Missões Guaranis (RS e Norte da Argentina), Cidade de Goiás (GO) e Brasília (DF) , para conhecer os monumentos, colher impressões e informações que serão utilizadas na redação da Carta de Brasília.

O documento, com sugestões de melhorias para estes locais , será entregue à Unesco na abertura da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, a ser realizada em Brasília no próximo dia 25.

Veja o que pensam sobre o evento Lucía Rosich (18 anos, uruguaia, estudante de Ciências Econômicas e de Psicologia na Universidade Pública do Uruguai), Maria da Penha Teixeira (19 anos, brasileira, estudante do ensino médio, educadora social e aprendiz de Griô no projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura) e Brian Ignez Bejarano (18 anos, paraguaio, estudante do ensino médio, membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Paraguai),

Vocês acham importante a realização de um projeto como o do Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial?

Brian Sim, porque é um espaço onde os jovens são protagonistas. Emitem ideias que depois podem ser aplicadas em seus países. É um espaço onde discutimos como elaborar políticas socioeducativas. Os jovens serão agentes multiplicadores de ideias a respeito do patrimônio mundial.

Maria da Penha Acho. Este evento é um incentivo a mais para o meu trabalho no Vale do Gramame, para levar a eles novos conhecimentos e também trazer um pouco da nossa Cultura para outras comunidades conhecerem. Acho importante, também, para influenciar no processo de criação de políticas públicas voltadas para a Educação. Tanto para a Educação formal como para a não formal, como prática de compartilhamento da memória dos povos.

Lucía Sim. Acho que o Fórum pode causar algum impacto sobre o patrimônio mundial, de recuperação da cultura social na Educação. Isto é importante para a proteção do patrimônio mundial no futuro, porque a conservação depende da consciência. Atualmente, as pessoas estão muito afastadas destes princípios, mais preocupadas com o trabalho e com a própria sobrevivência.

O que representa para vocês participar de um evento como este?

Brian É um evento de reflexão, um cenário para conhecer o patrimônio cultural do Brasil. É uma oportunidade para interpretar a relação da sociedade com o patrimônio e também uma oportunidade para levar a experiência exitosa do Brasil com as políticas públicas sobre patrimônio para o meu país.

Maria da Penha Sinto-me orgulhosa. Principalmente porque sou de uma comunidade quilombola, lá do interior da Paraíba, e fui convidada pelo Ministério da Cultura para discutir patrimônio mundial.

Lucía É um orgulho, uma oportunidade de estar reunida com jovens de diferentes regiões e nacionalidades e ver que existem singularidades. Para mim, é importante saber que existem jovens preocupados em manter o que existe de bom em suas culturas, apesar de toda a globalização.

(Texto e fotos: Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

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