Enviar

Escolas Adotam Projeto Por uma Educação Libertadora

Publicado em 18.02.2011 por Pauta Social

A Secretaria de Educação da cidade de Embu das Artes (SP), em parceria com Centro de Referência da Mulher, elegeu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Criança e do Adolescente como documentos fundamentais para promover a humanização do ensino local. Nas escolas de todos os níveis de ensino na cidade, é realizado um trabalho voltado à conscientização dos estudantes sobre a violência doméstica: o projeto 'Por uma Educação Libertadora e Igualitária para todos'.

Em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e a Universidade de São Paulo (USP), foi realizado um longo trabalho de formação dos educadores da cidade entre de 2006 a 2008, por meio de cursos, reuniões e palestras com especialistas da área. "Trazer para a roda os educadores foi o primeiro passo para abrir caminhos e integrar aos projetos das escolas a educação em Direitos Humanos", diz Lúcia Maria de Queiroz Ferreira, assistente pedagógica do projeto.

A etapa seguinte foi de multiplicação: palestras e visitas às escolas e a realização do Concurso Municipal de Educação em Direitos Humanos, com o tema "Linguagens e Artes dos Direitos Humanos", em 2010. Participaram estudantes da Educação Infantil, Especial, Fundamental I e II, EJA (Educação de Jovens e Adultos) e Movimento de Alfabetização em apresentações de teatro, música, dança, leitura de produções de texto, mensagens, exposição de desenhos e pinturas, feitos por eles mesmos.

Walkíria da Silva, coordenadora do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova), e Lúcia Maria de Queiroz Ferreira revelam que no início enfrentaram dificuldades. "No princípio, os alunos eram muito reticentes e éramos chamadas de feministas." Mas, apesar dos desafios, o projeto vem dando resultados. Em 2010, ganhou o primeiro lugar da categoria Secretarias de Educação na Construção da Educação em Direitos Humanos do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, realizado pela Organização dos Estados Ibero-americandos (OEI), em parceria com a Fundação SM, o Ministério da Educação e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Para Lúcia Maria de Queiroz Ferreira, a maior conquista deste trabalho são as histórias que ele ajudou a construir. É o caso de Vitalina de Oliveira, uma das alunas do Mova. Ela foi expulsa de casa pelo marido, que a proibiu de ver os filhos. "Quando a conhecemos, ela não sabia ler, não tinha ideia de como se defender e estava arrasada", conta Walkíria da Silva. Por meio do projeto, Vitalina tomou consciência de seus direitos, conquistou na Justiça a guarda dos filhos e o direito à pensão alimentícia. "Ela era uma aluna muito triste e cabisbaixa. Depois desse trabalho, ela se tornou uma pessoa alegre, ganhou autoestima e continua estudando."

Para as coordenadoras do projeto, o conhecimento de seus direitos fez com que muitas alunas passassem a procurar o Conselho Tutelar e o Centro de Referência da Mulher para denunciar casos de abuso. Segundo dados fornecidos pelo Centro de Referência da Mulher, no mês de novembro de 2010 foram registrados 47 atendimentos a mulheres de 16 a 70 anos que, pela primeira vez, denunciaram algum tipo de violência. Lúcia Maria de Queiroz Ferreira salienta que "se for preciso, acompanho a vítima até a delegacia, mas o papel mais importante do projeto não é a reparação, e sim o trabalho de educação." 

Páginas relacionadas

Parceria Entre Chevron, Fundação Educar e Itabuna Têxtil

Publicado em 22.03.2007 por Pauta Social

Exposição Amazônia Brasil Lança Projeto Pedagógico em ny

Publicado em 28.02.2008 por Pauta Social

Atividades Marcam dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

Publicado em 10.06.2008 por Pauta Social

Projeto Tim Música nas Escolas Fecha o ano com Festa

Publicado em 02.12.2004 por Pauta Social

Pequenos Embaixadores da paz na Mostra RS de Iniciativa Social

Publicado em 25.04.2006 por Pauta Social

Reprodução do conteúdo

Esta página foi publicada originalmente por Pauta Social em 18.02.2011 e pode ser reproduzida livremente. Para isso, cite sempre sua fonte original e, se possível, coloque um link para o agregario.com.
Quem SomosPolítica de Privacidade