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Estudantes do Observatório da Educação Escolar Indígena da UFSCar são escolhidos para compor o Comitê Gestor do Território Etnoeducacional

Publicado em 22.12.2011 por Maxpress

Seis Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e dos cursos de Pedagogia e Ciências Sociais, bolsistas do Observatório da Educação Escolar Indígena da UFSCar, coordenados pela professora Clarice Cohn, do Departamento de Ciências Sociais (DCSo), participaram do Seminário de Pactuação do Território Etnoeducional, organizado pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e pelo Ministério da Educação (MEC), em Altamira (PA), de 28/11 a 2/12/11. O objetivo era discutir o novo modelo de gestão pactuada das escolas indígenas que tem sido proposto e implantado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do MEC.

Na ocasião, a UFSCar foi indicada pelos povos indígenas da região para compor o Comitê Gestor do referido Território Etnoeducacional, denominado Médio Xingu, que compreende escolas de nove etnias indígenas (Arara, Araweté, Asurini, Curuaia, Juruna, Kararaô, Parakanã, Xipaia, Xikrin), de línguas Carib, Jê e Tupi. O Comitê é o órgão gestor do Território Etnoeducacional, em um esquema de gestão compartilhada, e é composto por representantes dos povos indígenas, professores das escolas indígenas, FUNAI, MEC-SECAD, secretarias municipais e estadual de educação e parceiros como, Universidade Federal do Pará (UFPA), UFSCar, Fundação Ipiranga e Instituto Socioambiental.

O Observatório da Educação Escolar Indígena da UFSCar propõe uma pesquisa comparativa entre duas regiões com histórico e experiências de educação escolar indígena diferentes, desenvolvendo pesquisas interdisciplinares e envolvendo professores e estudantes das áreas de Antropologia, Educação e Letras vinculados à UFSCar e professores indígenas atuantes em escolas, nos Territórios Etnoeducacionais 11 (Amazônia Oriental) e um (Rio Negro). A comparação busca refletir sobre as possibilidades e as dificuldades para a efetivação de uma educação escolar intercultural, bilíngue (ou multilíngue) e que respeite os processos próprios de ensino e aprendizagem, tal como assegurado pela Constituição e demais normatizações.

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