Ana Paula Marra
Enviada especial
Davos (Suíça) - O Fórum Econômico Mundial (FEM), que começa amanhã (26), deverá reunir cerca de dois mil líderes dos mais diversos países que vão participar de cinco dias de debates sobre a economia global. Segundo os organizadores do evento, eles vão abordar diferentes temas das áreas de negócios, política e educação. Este ano, o tema central do fórum será "Assumindo Responsabilidade por Escolhas Difíceis".
A polícia suíça reforçou a guarda nas entradas e saídas da cidade para evitar problemas de segurança durante o evento, mas ainda não houve manifestações de protesto, como as registradas em edições anteriores do fórum.
Os organizadores do evento acreditam que o frio de 10ºC na cidade, famosa pelas suas estações de esqui, afaste manifestantes e evite possíveis conflitos com a polícia. Os maiores protestos na cidade são esperados apenas para quinta-feira (27), quando tem início o Fórum Aberto de Davos, um evento antiglobalização que ocorre paralelamente ao Fórum Econômico. Na "Davos Aberta", serão discutidos temas como a ética econômica e as conseqûências da globalização.
Cerca de 25 chefes de estado devem participar do Fórum Econômico. O presidente Lula deverá ser o único chefe de estado da América do Sul presente em Davos neste ano. Ele chega à cidade na próxima sexta-feira (28), provenitente de Porto Alegre, onde participará do Fórum Social Mundial.
Intelectuais e atores também estarão em Davos. O escritor brasileiro Paulo Coelho, que já chegou à cidade, disse à Radiobrás que sua principal missão no evento será divulgar a necessidade do diálogo no mundo. Ele participará de cinco palestras, algumas delas para discutir os efeitos da economia.
A cada ano, aumenta o número de intelectuais, cantores e atores famosos no evento para divulgar idéias, principalmente ligadas à área social. O vocalista da banda de rock U2, Bono Vox, e os atores de cinema Richard Gere e Sharon Stone também devem chegar a Davos nos próximos dias com esse propósito.