Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil
Recife - O 1º Fórum Nacional Nordestino começou nesta quarta-feira em Recife. A iniciativa integra o processo de organização dos fóruns sociais por todo o mundo e vai sete mil pessoas ligadas a movimentos sociais nordestinos. É realizado pela primeira vez na região mais pobre do país. Segundo o Ministério do Desenvolimento Social, mais de 40% da pobreza se concentra lá. O rendimento médio por mês do nordestino é R$ 448, enquanto a média brasileira está em R$ 769 (IBGE).
Durante a abertura do Fórum, o presidente da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), Sérgio Haddad, destacou que a expectativa é que os governos possam reconhecer que a sociedade civil tem papel fundamental tanto na elaboração quanto na aplicação das políticas que modifiquem a realidade e promovam justiça social. "O Fórum não é um movimento contra o poder público, mas um aceno de que o povo quer participar de ações democráticas de governo, que assegurem os direitos humanos e a cidadania", disse.
Haddad disse que a diversidade não é uma fraqueza, mas uma força capaz de construir uma nova forma de organização social. De acordo com ele, a imposição do capitalismo no mundo, ao invés de produzir desenvolvimento gerou pobreza e exclusão social.
A programação do evento inclui conferências, 50 seminários, oficinas, mostra de produtos de economia solidária exposição de fotos,textos, espaço para atividades com crianças e adolescentes, passeatas contra a violência, além de atividades culturais. Entre os participantes do Fórum Social Nordestino estão representantes de organizações não governamentais, movimentos sociais, igrejas, grupos minoritários, universidades, trabalhadores rurais e estudantes.(Márcia Wonghon)