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FSM vai discutir relatório sobre metas da ONU para a criança até 2015

Publicado em 25.01.2005 por Agência Brasil

Brasília, 25/1/2005 (Agência Brasil - ABr) - O Brasil deverá alcançar apenas três das oito metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a criança até 2015. A previsão consta do relatório "Um Brasil para a Criança A Sociedade Brasileira e os Objetivos do Milênio para a Infância e a Adolescência", que vai ser discutido no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

O secretário especial de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, participará da discussão, ao lado da representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier, do diretor-presidente da Fundação Abrinq, Rubens Naves, e do diretor do Instituto Ethos, Oded Grajew.

Erradicar a pobreza e a fome, alcançar o ensino fundamental universal, promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater o HIV/Aids, garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento são as metas que o Brasil se comprometeu a alcançar até 2015. Entretanto, o investimento programado pelo governo para a implementação de políticas específicas para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes é menor que o necessário.

Em entrevista ao programa NBr Manhã, o coordenador do Unicef em Belém, Jacques Schwarzstein, disse que, entre as metas que muito provavelmente serão alcançadas, estão a do ensino fundamental, com a garantia de matrícula de todas as crianças, e a da mortalidade infantil, que vem sendo reduzida gradativamente no país. Segundo ele, o número de famílias que vivem com menos de US$ 1 per capita por dia (menos de R$ 3) também deve reduzir-se gradativamente, até chegar ao patamar definido pela ONU.

"Nós temos tempo ainda para rever tudo isso, ou seja, para aumentar os investimentos e adequar as políticas públicas de maneira a poder cumprir seus objetivos", afirmou Schwarzstein.

O documento, produzido pela Rede de Monitoramento Amiga da Criança, grupo formado por 26 organizações nacionais e internacionais ligadas aos direitos humanos, será apresentado sexta-feira (28), no seminário Um Brasil para as Crianças.

(Graziela Santanna)


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