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Fundação BB e Sesi Apresentam Projeto Caju ao Presidente Lula

Publicado em 27.08.2007 por Pauta Social

A Fundação Banco do Brasil lança, em conjunto com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e parceiros, nesta segunda-feira,  27, o Projeto Caju, uma ação contra o desperdício. O evento, marcado para 12h, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), terá a presença dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Fundação BB, Jacques Pena, do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, e da CNI, Armando Monteiro. O investimento social da Fundação Banco do Brasil no projeto foi de R$ 150 mil.

O projeto prevê o aproveitamento de alimentos regionais, por meio de ações de educação alimentar. A proposta é contribuir com o pleno aproveitamento de alimentos de aceitação popular, massificando a utilização de receitas de caju como alimento integral. Na prática, oficinas, palestras e degustações com receitas de caju são oferecidas à população para mostrar como utilizar a fruta em sua integralidade.

O potencial de utilização do caju é muito extensivo, como consumo in natura, doces, sucos, refrigerantes, de forma artesanal ou industrial. Serão realizadas 193 ações educativas de massa, a partir do segundo semestre deste ano, para atender 500 mil pessoas nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Cerca de 2 mil pessoas serão atendidas indiretamente.

O uso de caju como alimento salgado é novo. Não se trata, portanto, de modificar um hábito alimentar, explica o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena. Trata-se de introduzir na dieta cotidiana da população o costume de comer caju como alimento salgado, da refeição básica, o que se constitui em uma proposta alternativa altamente favorável, pois há o produto em abundância, o valor nutricional, o ótimo sabor e o baixo custo, explica Jacques.

Alimento salgado O cajueiro (Anacardium occidentele L.) é uma planta perene, nativa do Brasil. Sua exploração econômica é atividade relativamente nova, dos anos 1950 e 1960. A quase totalidade (94%) da produção está concentrada no nordeste brasileiro, principalmente no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

A disseminação do caju como alimento salgado, o aumento do consumo da fruta nas refeições diárias, a diminuição do desperdício, a valorização dos produtos regionais, a elevação da qualidade nutricional nas refeições diárias e o aumento na segurança alimentar das famílias nordestinas são alguns dos resultados esperados pelos coordenadores do projeto.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional de castanha de caju em junho de 2007 foi superior a 250 mil toneladas. Os estados com maior produção (Ceará, com 136,7 mil toneladas, Piauí, com 64,1 mil t, o Rio Grande do Norte, com 49,7 mil t e a Bahia, com 6,6 mil toneladas) serão os primeiros contemplados do projeto.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que cada quilo de castanha corresponde a 9 quilos de polpa. Assim, a estimativa da produção da polpa, em 2007, é de 2,3 milhões de toneladas. Calcula-se que é utilizado apenas de 15% a 20% da polpa na fabricação de doces, sucos, vinho ou consumo in natura e 80% é desperdiçado, ou seja, 1,9 milhão de toneladas de alimento sadio e nutritivo é jogado fora.

Os produtores estão sendo incentivados a substituir os tradicionais cajueiros, que atingem cerca de 12 metros de altura, pelos anões, que chegam a 2,5 metros aproximadamente. Além da facilidade de colheita da espécie, a produção é dobrada.

Os parceiros da Fundação BB e Sesi no projeto são a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Ceará e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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