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Fundação Odebrecht Comemora 40 Anos

Publicado em 17.11.2005 por Pauta Social

Uma das mais antigas fundações empresariais do País, a Fundação Odebrecht completa 40 anos no dia 31 de dezembro de 2005. Uma história dedicada a projetos e ações sociais. Na definição do seu idealizador, Norberto Odebrecht, 85 anos, a data marca quatro décadas de "tentativas de construir respostas para o desenvolvimento de comunidades".

A Fundação nasceu com a missão de gerar benefícios adicionais aos que a lei previa para os funcionários da Construtora Norberto Odebrecht e suas famílias. Cerca de três anos depois, passou a atuar na promoção da melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

Segundo o seu criador, predominava à época uma visão assistencialista. Este era o modo como se realizava a ação empresarial no campo social. No início da década de 80, em sua primeira mudança importante de foco, a Fundação Odebrecht abriu-se para a comunidade: com o propósito de ajudar o governo a solucionar problemas sociais, tomou a iniciativa de reunir as principais inteligências brasileiras, realizando prêmios, debates políticos e acadêmicos.

Em 1988, viveu o seu segundo momento de revisão de papel. Como seus técnicos perceberam que, apesar das boas idéias discutidas, o Governo não se mostrava em condições de implementá-las, a Fundação Odebrecht, com a sua vocação de pioneirismo, optou por dedicar-se a criar metodologias e modelos de intervenção nas comunidades. O primeiro foco escolhido foi a educação do adolescente para a vida. Seus instituidores desejavam formar adolescentes protagonistas, cidadãos responsáveis, conscientes e produtivos.

Sob a orientação deste mesmo foco, a organização sofreu um novo salto de qualidade dez anos depois. Em 1998, assumiu a tarefa de coordenar ações do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável, desenvolvidas em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Nordeste. A convivência mais próxima com as comunidades pobres do Baixo Sul da Bahia levou a Fundação Odebrecht a eleger esta região e a sua gente como prioridades de sua ação. A aliança virou instituto e seguiu rumo próprio.

A Fundação Odebrecht, por sua vez, iniciou, em 2003, os primeiros movimentos do que viria a ser, um ano depois, o seu modelo de desenvolvimento baseado nas cadeias produtivas. Em fevereiro de 2004, junto com o Governo da Bahia, o Instituto de Desenvolvimento do Baixo Sul (Ides) e a Associação dos Municípios do Baixo Sul (Amubs), a Fundação Odebrecht assinou o protocolo de intenções que deu vida ao DIS Baixo Sul - Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul. Este programa concentra hoje todos os seus recursos técnicos e financeiros.

Nele estão inseridas algumas das principais crenças de Norberto Odebrecht. "Os jovens deixam seus municípios no interior por falta de oportunidade de realização pessoal e profissional. Suas famílias são pobres porque produzem menos do que o necessário para uma vida digna. Mesmo trabalhando muito, produzem pouco. Se tiverem a oportunidade de aumentar a produtividade de seu trabalho, elas podem produzir mais e melhor. A renda crescente permite que passem a poupar.Ao investirem o que poupam, aumentam sua renda de modo sustentável, tornando-se moral e materialmente ricas. As cadeias produtivas constituem uma oportunidade para que essas famílias se organizem em cooperativas, tenham acesso à tecnologia para melhor a produtividade dos cultivos (setor primário), possam agregar valor aos produtos por meio beneficiamento adequado (setor secundário) e consigam colocar esses produtos nas gôndolas dos supermercados dos grandes centros urbanos do país e do exterior (setor terciário), remunerando diretamente os produtores de forma justa. Com isso, as famílias passam a ter condições de viver dignamente do seu trabalho. Educação é item fundamental. Seus filhos aprendem a empresariar os negócios agrícolas e comprometem-se com o desenvolvimento da Região. A força está na comunidade. Nós só ajudamos


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