O Fundo de Miniprojetos está repassando R$ 107.640 para 25 grupos nos três estados do Sul. São 11 projetos para o Rio Grande do Sul, oito para o Paraná e seis para Santa Catarina.
A entrega dos recursos ocorre em duas etapas: nesta quarta-feira (28), na sede do Camp Centro de Educação Popular (Rua Vilamil, 98 Porto Alegre). Na quinta-feira (29), o repasse ocorre em Curitiba (PR), na sede do Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais Deser (Rua Ubaldino do Amaral, 374). Nos dois encontros ocorre troca de experiências entre os grupos financiados das 9h às 16h.
No Rio Grande do Sul, os valores são destinados a apoiar lavouras coletivas de comunidades indígenas em Tenente Portela, geração de renda e cidadania para os moradores de rua de Porto Alegre, capacitação de conselheiros da área da criança e adolescente em São Leopoldo, formação de jovens da Diocese de Santa Cruz do Sul, geração de renda em reciclagem em Passo Fundo e atividades dos Movimentos de Luta pela Moradia, dos Trabalhadores Desempregados e dos Atingidos por Barragens.
Para o Paraná e Santa Catarina, são financiados projetos de organização de fumicultores, geração de renda para mulheres, debates sobre desenvolvimento regional, agroecologia, assistência técnica para produção leiteira, organização de pequenos agricultores, capacitação nos setores de confecção e artesanato e melhoria da qualidade de vida de mulheres agricultoras.
O FMP repassa recursos para apoiar experiências de geração de trabalho e renda, combate à discriminação, formação, organização e mobilização social. Os valores variam de R$ 1 mil a R$ 8 mil, com prazo de carência de um ano e critérios de pagamento variados de acordo com a realidade de cada grupo.
A secretária executiva do Fundo, Marisa Moraes, informa que está recebendo projetos para análise nos meses de maio e junho, para liberação de recursos em julho. Esta é a primeira liberação de 2004.
Em 2003, o Fundo aprovou 71 projetos, num total de R$ 300 mil. Metade dos recursos foram destinados a experiências de geração de emprego e renda e o restante para formação, mobilização e organização social. Os financiamentos apóiam iniciativas ligadas à terra, como agricultura familiar, agroecologia e agroindústria. Na temática urbana, apóia cooperativas, associações, em segmentos como catadores, aqüicultura, fitoterapia e economia popular e solidária.
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