Gisela Solymos, do Cren, vence Prêmio Empreendedor Social e trio do Adaptsurf ganha Prêmio Folha Empreendedor de Futuro
Psicóloga alia recuperação nutricional e educação para combater desnutrição e obesidade infantil. Na modalidade Folha Empreendedor Social de Futuro, os ganhadores foram Henrique Saraiva, Luana e Phelipe Nobre. Eles promovem surfe adaptado e acessibilidade em praias
Gisela Solymos, 46, psicóloga, diretora-geral do Cren (Centro de Recuperação e Educação Nutricional), venceu a 7ª edição do Prêmio Empreendedor Social. Na modalidade Folha Empreendedor de Futuro, ganhou o trio: Henrique Cardoso Saraiva, 32, analista de marketing, Luana Nobre, 27, educadora física, e Phelipe Nobre, 33, fisioterapeuta, fundadores da Adaptsurf (Associação Adaptação e Surf).
Os líderes sociais receberam seus troféus na noite de 09/11, em cerimônia no auditório do Masp (Museu de Arte de São Paulo). O evento reuniu cerca de 400 convidados, entre representantes da sociedade civil, do governo, do terceiro setor e de empresas socialmente responsáveis, além de integrantes da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.
Pela primeira vez na história desses concursos duas mulheres saem vencedoras. Na modalidade Empreendedor Social, nunca uma empreendedora havia vencido sozinha. Também é inédito uma mulher ser premiada na categoria de Futuro. “Já não era sem tempo, dado o número de mulheres fantásticas que vêm dirigindo empresas sociais no Brasil”, exalta Mirjam Schoening, diretora-executiva da Fundação Schwab, que promove o Empreendedor Social em parceria com o jornal Folha de S.Paulo. Todos os 11 finalistas de 2011 receberam certificado de empreendedores.
Empreendedor Social
O Prêmio Empreendedor Social destaca pessoas que atuam há pelo menos três anos de maneira inovadora, sustentável e com forte impacto positivo na sociedade. Gisela foi reconhecida por estar à frente do Centro de Recuperação e Educação Nutricional, a primeira iniciativa no Brasil a combater desnutrição e obesidade de crianças com uma equipe de saúde integrada interdisciplinarmente, dentro de um modelo de centro de educação. Em 19 anos, a ONG beneficiou cerca de 50 mil pessoas no Brasil e em outros países.
Por sua atuação pioneira e inovadora, o Cren é uma referência nacional nesta área, exercendo forte impacto em políticas públicas relacionadas à desnutrição infantil nas três esferas governamentais. Atualmente, duas unidades do centro funcionam na cidade de São Paulo (nas vilas Jacuí e Mirandópolis). Uma equipe de campo atua na vizinha Jundiaí (SP). E, com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e em parceria com a Associação Nutrir, há um centro operando hoje em Maceió (AL).
Bastante comovida, a psicóloga dedicou o prêmio a todos os participantes da história do Cren, que “deram muito sangue e suor pelo trabalho”. Para Gisela, o reconhecimento representa um novo ciclo. “Teremos possibilidade de ganhar escala. Não só em quantidade, mas de chegar, por exemplo, a organismos internacionais e ampliar o alcance de nossa metodologia. E também vejo que crescerei muito pessoalmente”, completou.
Como vencedora, Gisela terá, entre outros benefícios, bolsa de estudos em instituições internacionais renomadas como Harvard e Stanford, e auditoria da Ernst&Young Terco. Também passará a integrar a rede mundial de “Empreendedores Sociais de Destaque”, com 207 líderes em 54 países 16 do Brasil. Ainda participará da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais, composta por finalistas de edições anteriores do prêmio. A missão desse grupo é disseminar ideias e soluções para um novo Brasil. “Minha expectativa é de novas parcerias. A Rede Folha reúne empreendedores que têm, individualmente, uma capacidade incrível de trabalho.
Juntos, então, será um estouro de realizações”, destacou.
Empreendedor Social de Futuro
O trio fundador da Adaptsurf Henrique, Luana e Phelipe foi reconhecido pelo trabalho de referência no Brasil em acessibilidade nas praias e no uso do surfe adaptado para inclusão de pessoas com deficiência. O caráter do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, promovido exclusivamente pela Folha, é justamente destacar e promover jovens talentos, como os “surfistas sociais”. Os candidatos devem atuar há no mínimo um ano e no máximo três de forma inovadora e necessitar de apoio para multiplicar o impacto de sua iniciativa.
Desde a fundação em 2007, a ONG atua em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Com 40 alunos atualmente, já beneficiou mais de 520 pessoas. Desenvolve também consultoria e pesquisa para garantir a acessibilidade do litoral brasileiro, contabilizando projetos para instituições de Recife, Niterói e São Paulo. Elaborou ainda um guia inédito de acessibilidade em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Com o troféu na mão, Luana expressou a felicidade do grupo: “Nosso trabalho é tão recente, mas já está gerando frutos”. Os desafios, agora, são ampliar o número de beneficiados e divulgar o surfe adaptado para torná-lo esporte paraolímpico.
“Queremos também que outras praias, não só as do Rio, tenham equipamentos para garantir a acessibilidade”, ressaltou Phelipe.
O grupo receberá bolsa de estudo integral no MBA da Artemisia/Ceats-FIA/Ipê, consultoria em gestão da sitawi e legal do Figueiredo Lopes, Golfieri, Reicher e Storto Advogados, além de participação em workshop e em congresso.
Conheça os demais finalistas
PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL 2011
Claudia Vidigal, 37, psicóloga, do Instituto Fazendo História, São Paulo (SP), Campinas (SP), Presidente Prudente (SP), Valinhos (SP), Paulínia (SP), Mococa (SP), Apucarana (PR), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e Costa Rica Colabora com o desenvolvimento de crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento, tomando por base a história pessoal de cada um dos atendidos. Para isso, tem quatro programas: Fazendo Minha História, Palavra de Bebê, Com Tato e Perspectivas.
Dagmar Garroux, 57, pedagoga, da Associação Educacional e Assistencial Casa do Zezinho, São Paulo (SP) Fundada em área de risco para ser um espaço de atuação para crianças e jovens em situação de alta vulnerabilidade social, de famílias de baixa renda, hoje os envolve em atividades de educação, arte, cultura e em oficinas de preparação para o mercado de trabalho.
Iraê Cardoso, 57, analista de sistemas, da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais, Maceió (AL), Penedo (AL) e Santana do Ipanema (AL) Iniciativa criada para dar atendimento e promover a cidadania (primordialmente) de surdos. Credenciada ao SUS, tem foco em saúde, educação, qualificação e encaminhamento profissional. A empreendedora liderou o reconhecimento, em lei estadual, da Libras (Língua Brasileira de Sinais).
José Dias, 48, economista, do Centro de Educação Popular e Formação Social, Teixeira (PB), Cacimbas (PB) e Matureia (PB) O foco da organização é a convivência sustentável com a realidade do semiárido brasileiro, por meio de vários projetos de capacitação e de apoio técnico e financeiro para a população da região, visando, entre outros, o fortalecimento da agricultura familiar.
Luciana Chinaglia Quintão, 49, economista, do Banco de Alimentos, São Paulo (SP) Combate o desperdício de alimentos e minimiza os efeitos da fome, por meio da colheita urbana (sobras de comercialização e excedentes de produção, dentro do prazo de validade) que seriam descartados. Provê educação e conscientização sobre manipulação e aproveitamento integral dos alimentos, além de consumo de nutrientes.
PRÊMIO FOLHA EMPREENDEDOR SOCIAL DE FUTURO 2011
Eduardo Pacheco e Chaves, 41, administrador de empresas, da Associação Hurra!, São Paulo (SP) O objetivo da entidade, presente em 20 unidades do CEU, é ser um agente de promoção do esporte educacional como meio de transformação do indivíduo e de seu entorno social. Atua aliando a prática de esporte (o rúgbi) à reflexão sobre a vivência do grupo.
Valmir Vale, 42 anos, artista plástico, do Instituto Musiva, Rio de Janeiro (RJ) A organização, com iniciativas no Complexo do Alemão, Rocinha e Vigário Geral, visa promover o desenvolvimento econômico e social por meio do foco no desenvolvimento da arte, da educação e da cultura como chances de enfretamento da exclusão e das desigualdades.
Vencedores do Prêmio Empreendedor Social
2011: Gisela Solymos, CREN (Centro Centro de Recuperação e Educação Nutricional) - São Paulo (SP)
2010: Roberto Kikawa, Projeto Cies (Centro de Integração de Educação e Saúde) São Paulo (SP)
2009: Claudio e Suzana Padua, Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas) Nazaré Paulista (SP)
2008: André Albuquerque, Terra Nova - Curitiba (PR)
2007: Tião Rocha, CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento) - Belo Horizonte (MG)
2006: Fábio Bibancos, Turma do Bem - São Paulo (SP)
2005: Eugenio Scannavino Netto, Projeto Saúde & Alegria - Santarém (PA)
Vencedores do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro
2011: Henrique Saraiva, Luana Nobre e Phelipe Nobre - Rio de Janeiro (RJ)
2010: Wagner Gomes, Adel (Agência de Desenvolvimento Econômico Local) Pentecoste (CE)
2009: David Hertz, Gastromotiva São Paulo (SP)
Patrocínios e apoios
Os concursos socioambientais têm patrocínio da Ernst & Young Terco e apoio estratégico de: Artemisia; Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor); Iats (Instituto de Administração para o Terceiro Setor); Figueiredo Lopes, Golfieri, Reicher, Storto Advogados; IGesc (Gestão para Organizações da Sociedade Civil); Neurônio; sitawi e The Hub.
Outros apoiadores são ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), Ashoka, CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Folha.com, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), ONG Brasil, P&B Comunicação, Planeta Voluntários, Sator e UOL.
REALIZAÇÃO:
Maior jornal do Brasil, com 1,9 milhão de leitores* e circulação média semanal de mais de 301 mil exemplares, a Folha de S.Paulo tem como objetivo principal, como realizadora dos prêmios Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro, dar visibilidade ao empreendedorismo social, que visa à construção de uma sociedade sustentável e mais justa.
* Fonte: Ibope TGI (Ago/09 Jul/10 12 a 64 anos Nacional)
A Fundação Schwab é uma organização independente e neutra, sem fins lucrativos, criada em 1998, por Klaus Schwab, mentor do Fórum Econômico Mundial, e sua mulher, Hilde, com o propósito de promover o empreendedorismo social como elemento de estímulo para a inovação e o progresso na sociedade. Presente em todos os continentes, a organização já selecionou para a sua rede 207 líderes sociais de 54 países. Entre eles, 16 são brasileiros, oito deles eleitos em parceria com a Folha de S.Paulo. Com sede em Genebra, a fundação é supervisionada legalmente pelo governo federal da Suíça.
ASSESSORIA DE IMPRENSA:
P&B Comunicação
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