Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (25) que todos os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as comunidades da capital fluminense são negociados e discutidos com as lideranças comunitárias, rebatendo , nas comunidades onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
De acordo com Pezão, as associações de moradores participaram das reuniões que definiram as obras prioritárias nas favelas e acompanham o desenvolvimento dos empreendimentos por meio de encontros periódicos. “Ontem mesmo estive com 13 associações de Manguinhos. Agora, não tem como receber todo mundo. Tem comunidade com mais de 8 mil moradores”, afirmou, após debate no Fórum Urbano Mundial, evento organizado pelas Nações Unidas (ONU).
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, confirmou que os projetos de urbanização do PAC são negociados com a população por meio dos governos estaduais e municipais, que têm mecanismos próprios de consulta popular. E comentou que no PAC das favelas cariocas, os moradores, inclusive, trabalham nas obras. Fortes acrescentou que a opinião das lideranças comunitárias são levadas em conta e que nunca se recusou a receber movimentos sociais.
Questionado sobre as propostas do Fórum Social Urbano, evento organizado por organizações da sociedade e universidades, paralelamente ao Fórum Urbano Mundial, no mesmo bairro, o ministro das Cidades afirmou que as receberá quando forem apresentadas.
Hoje (25), o FSU produz um documento final, em uma reunião plenária, com propostas para melhoria das cidades e acesso à moradia, discutidas desde segunda-feira (22). A ideia é que possam se tornar políticas públicas.
“Nunca me recusei a receber nada de ninguém. É só apresentar. Quando marcam comigo, recebo até por horas no meu gabinete, em Brasília”, disse Fortes, ao informar que não participará do Fórum Social, porque não foi convidado. O evento termina amanhã (26).