Goiás Velho, 7 (Agência Brasil - ABr) - "O lixo espacial é um problema governamental", afirmou o astrônomo Ronaldo Mourão. O lixo surge com as experiências realizadas no espaço. Quando as agências mandavam satélites, o chamado terceiro estágio do foguete, responsável por colocá-lo em órbita, também entrava em órbita. "Ficavam dois objetos em órbita, sem necessidade. Hoje, as agências conseguem fazer com que apenas um fique em órbita", explicou Mourão.
Segundo o astrônomo, o maior problema hoje é a guerra nas estrelas entre nações. Quando um país destrói o satélite de comunicação de um país inimigo, isso gera uma quantidade enorme de partículas no espaço.
Entre os problemas cósmicos gerados pela Terra, uma boa notícia. "A camada de ozônio está controlada", disse Mourão. O que não está é o aquecimento global, discutido pelo protocolo de Quioto. "Infelizmente o protocolo não é aceito pelos países altamente industrializados como Estados Unidos e Austrália. Já o Brasil aceitou, mas continua instalando termoelétricas", afirmou o astrônomo. Ronaldo Mourão foi o primeiro brasileiro a ter um asteróide com seu nome. Foi também o primeiro contemplado com o Prêmio José Reis de divulgação científica, instituído pelo CNPq.(Alessandra Bastos)