Márcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil
Recife - O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), João Arnaldo Novaes, vai propor ao Ministério do Meio Ambiente a ampliação em 20% da Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, localizada no litoral sul de Pernambuco e norte de Alagoas.
A zona de preservação ecológica, com 413.666 hectares, é a maior unidade de conservação da Marinha do Brasil e abrange quatro municípios de Pernambuco e nove de Alagoas. O Ibama planeja estender as medidas de proteção e fiscalização aos municípios de Rio Formoso, Barra de Serinhaém e Ipojuca.
Novaes disse que a decisão foi motivada pela crescente atividade turística desordenada, principalmente no litoral sul de Pernambuco, que vem refletindo na degradação do meio ambiente. "A riqueza da biodiversidade, que é muito intensa nessas cidades, vem sofrendo por causa do desenvolvimento industrial e do avanço da atividade turística", afirmou. Segundo ele, com a consolidação da unidade de conservação nessas localidades, será fortalecido o instrumento de gestão ambiental, que passará a contar com a ação dos fiscais, pesquisadores e técnicos do Ibama, além de um sistema de monitoramento de imagens por satélite, em tempo real.
Novaes destacou que também é necessário preservar os fragmentos de manguezais, a desova de tartarugas e as espécies de cavalos-marinhos que habitam os estuários desses municípios.
A área da Costa dos Corais foi criada por decreto presidencial em 1997, com a finalidade de preservar recifes, manguezais, o peixe boi e todo o ecossistema marinho, além de ordenar o turismo ecológico. Ao contrário de parques e reservas ecológicas, as áreas de proteção ambiental são unidades de conservação de uso sustentável. Isso significa que, dentro dos seus limites é permitida a prática de atividades agrícolas, pesca e turismo, desde que não cause danos ao meio ambiente.