Foi inaugurada na última segunda-feira, 5, a 65ª Biblioteca Comunitária do Projeto Ler é Preciso, desenvolvido pelo Instituto Ecofuturo, projeto que conta sempre com a efetiva participação do poder público, comunidade local e iniciativa privada. A nova unidade está instalada na Casa Villiot, na Rua Sá Ferreira nº80, em Copacabana, e foi batizada como Biblioteca Popular Municipal Infantil Max Feffer. Esta casa, já tombada pelo Patrimônio Histórico, encontrava-se abandonada, e foi totalmente revitalizada pela Associação Cultural Beneficente Beit Lubavitch, pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria das Culturas, pelo Ecofuturo e pelo Grupo Suzano para oferecer acesso à cultura de forma gratuita à toda comunidade da região.
A nova biblioteca proporcionará aos cariocas um acervo de cerca de 6.000 títulos de literatura infantil e juvenil, além de livros didáticos e de outras obras para faixas etárias diferenciadas. O processo de implantação seguiu toda a metodologia do Projeto Biblioteca Comunitária Ler é Preciso. O Ecofuturo promoveu a mobilização comunitária e formação de um conselho gestor que atuará na biblioteca e a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) realizou o diagnóstico da comunidade local, cursos de promoção de leitura e gestão de biblioteca.
Desde 1999 o Ecofuturo realiza o Programa Ler é Preciso, focado em contribuir para que as novas gerações possam atuar na sociedade do conhecimento a partir do domínio crítico da linguagem e da capacidade de comunicar-se pela escrita. Nesta instalação de Copacabana também serão realizadas atividades de leitura de histórias, e será oferecido acesso à internet. Com a inauguração da Biblioteca Popular Municipal Infantil Max Feffer já são 65 Bibliotecas Ler é Preciso inauguradas pelo Instituto Ecofuturo em 7 Estados do país (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo), que atendem cerca de 51.975 mil usuários por mês. Um breve histórico da arquitetura e do patrono da nova biblioteca municipal de Copacabana.
A Biblioteca Popular Municipal Infantil Max Feffer está instalada num patrimônio construído em 1929 pelo engenheiro civil Victor Villiot Martins (1882-1954), personagem importante da arquitetura carioca no início do século XX. A Casa Villiot foi restaurada pela Prefeitura do Rio em 2006, agregando valor cultural ao bairro e à cidade, sob a coordenação da Secretaria Municipal do Patrimônio Cultural. A reforma das instalações e a reequipagem da Casa foram financiadas pela Associação Cultural e Beneficente Beit Lubavitch.
A Casa Villiot foi o último projeto do arquiteto italiano Antonio Virzi no Rio de Janeiro, e uma das mais avançadas propostas arquitetônicas da década de 20 no Brasil. O conjunto evoluiu de um Art Nouveau repleto de citações italianas, para uma geometrização expressionista. A combinação das linhas Art Déco e orgânica garantem formas na estrutura da construção, que promovem a circulação de ar no espaço interno. O revestimento em pedras, o ocultamento do acesso principal e a decoração também marcam a singularidade deste patrimônio. Todos os compartimentos foram preservados; e os acabamentos, os painéis artísticos, as fachadas, as salas, o muro e a cobertura foram recuperados.
O patrono da Biblioteca Popular Municipal Infantil de Copacabana é o engenheiro e empresário Max Feffer (1926-2001), ex-presidente do Grupo Suzano, homem que participou ativamente da construção da história da indústria brasileira, aliando como poucos o crescimento econômico ao desenvolvimento humano. Foi ele que, em parceria com Universidade da Flórida (EUA), transformou o eucalipto em matéria-prima para a produção de papel de alta qualidade, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial de celulose de eucalipto. Paralelamente, sempre esteve vinculado às artes. Foi secretário de Estado da Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo (1976-1979), Membro do Conselh