Érica Santana
Repórter da Agência Brasil
Brasília Seis projetos voltados para a melhoria da infra-estrutura naval serão financiados pelo governo federal. Segundo o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, serão utilizados US$ 224 milhões nas obras.
Os recursos serão destinados para a construção de um estaleiro no Rio de Janeiro, cinco barcos atuneiros (usados para pesca de atum) do Programa Pró-Frota Pesqueira, trezes rebocadores, quatro balsas-tanque e quatro barcos de apoio, sendo dois deles offshore, (de apoio a plataformas de petróleo), que serão construídos pela primeira vez no país.
O secretário de Fomento para ações de Transporte do Ministério dos Transportes, Sérgio Bacci, afirma que os recursos são destinados a empresas brasileiras de armação, donos de navios e estaleiros e podem ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Banco do Nordeste. "Eles [os empresários] fazem o contrato com o banco e nós vamos repassando esse recurso a medida em que as obras vão sendo tocadas. Eles entregam um cronograma físico-financeiro e nós repassamos isso de acordo com esse cronograma".
Para o secretário, o principal reflexo da aprovação desses projetos é o aumento do número de empregos na indústria naval. "A geração de emprego na indústria naval cresceu nos últimos três anos mais de 100%. Em 2003, a indústria naval empregava 12.500 pessoas e hoje já está com 28.000, portanto, essas obras significam o incremento de emprego, de forma direta".
Bacci aponta a construção de barcos brasileiros de apoio a plataformas em substituição as embarcações de bandeira estrangeira, que atuam na costa brasileira como mais um ganho para país. "Significa que vamos deixar de remeter divisas para fora com o fretamento de barcos estrangeiros e também vamos gerar emprego para os marinheiros que operam esses barcos".
Segundo ele, o Brasil perde anualmente cerca de US$ 7 bilhões com o fretamento de embarcações estrangeiras. "Nós temos feito um trabalho de incentivar a construção de embarcações no Brasil para reduzir essa remessa de divisas para fora".
De acordo com o secretário, na década de 70, a indústria nacional era a segunda maior do mundo, mas hoje ocupa a nona posição. "Estamos trabalhando para que ela retome senão a segunda colocação, fique pelo menos entre os três, quatro primeiros colocados no mundo."
O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou, em setes reuniões anteriores, 133 projetos de construção de embarcações e estaleiros. Com os recursos aprovados hoje, os financiamentos ultrapassam US$ 1,3 milhões.
(Érica Santana)